17.12.12

Da fragilidade da vida...

Num momento está tudo bem. Sentimo-nos bem. Não temos qualquer tipo de problema. Respiramos sem nenhuma complicação. Vendemos saúde. No momento exatamente a seguir, e aqui falo numa questão de horas, afinal não estamos assim tão bem quanto julgávamos...Já não nos sentimos assim tão bem (para dizer a verdade sentimo-nos mesmo mal) e a respiração deixa de ser um acto involuntário e passa a ser muito bem pensado, porque a ele tem associado dor.
 
Num momento fazemos planos para o futuro. Pensamos nas prendas de natal, nas resoluções para o ano novo. No momento seguinte só queremos que chegue o dia seguinte. E o outro. Day by day, step by step.
 
Num momento achamos que tudo o que de menos bom existe só acontece aos outros e no momento exatamente a seguir percebemos que nós somos os outros!!!!
 
Não que tenha sido muito grave o que aconteceu comigo, mas foi suficientemente doloroso e repentino para que eu tenha visto a minha vidinha toda em modo filme...
 
No meio de tudo isto, salvam-se os nossos, mas tão tão nossos que são omnipresentes, e os amigos. A preocupação constante nas sms e nos telefonemas.
 
Depois, quando as coisas acalmam, começamos a dar outro valor a tudo. Pode parecer senso comum, mas é mesmo mesmo assim que acontece!!! 
 
 

20.11.12

O arrependimento chega sempre de manhã...

Ás vezes, meia dúzia de palavras trocadas sem qualquer sentido e sem qualquer intenção, numa vulgo conversa de café, saí o mote para outra meia dúzias de palavras escritas. Acontece quase sempre assim. Sem pensar muito sobre, apenas abrir a página e começar a teclar, deixar os dedos fazerem o que bem lhes apetecer. Por vezes numa desconcertada e desconcentrada fluidez de pensamentos!

Aconteceu agora, como já aconteceu em tantas outras vezes...

Dizia-me ela que tinha feito algo de que se arrependera, de que "se o arrependimento mata-se..." e eu, quase que sem pensar muito respondo-lhe, em forma de questão, quiçá uma pergunta retórica, se a ela o arrependimento não lhe pesa mais na manhã seguinte...

Sempre disse, e aqui o volto a referir que, por norma, não me arrependo do que faço. Que na altura em que tive determinada atitude, era essa a atitude desejada, motivada pela força das circunstâncias do momento em que vivo na altura.

No entanto, não raras vezes já me aconteceu, depois de dormir sobre o assunto, pensar que eventualmente poderia ter agido de outra forma. (Será que o arrependimento se pauta pelo fazer de outra forma ou pelo não fazer?!!!).

Assim, para mim, o "arrependimento" chega sempre de manhã... E, é sempre na manhã seguinte em que penso seriamente nas ações que tive e pondero todas as outras formas que poderia ter tido de agir. É nestas alturas em que ele chega. Bate de mansinho e entra sem pedir licença. Por norma torna-se bem educado e percebe que não é bem vindo, sendo que logo depois volta a sair sem deixar rasto.

Na verdade, quanto mais me afasto das manhãs, mais o "arrependimento" me abandona. E, ao final do dia, se tivesse que ter determinada acção, te-la-ia exa-ta-men-te da mesma forma que a tive anteriormente... até que a manhã seguinte me mostrasse novamente que existe algo que se chama OPÇÃO, e que, muitas das vezes, apenas depende de nós!!!

19.11.12

Mudam-se os tempos...



"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades."

18.11.12

E ás vezes...

... tenho em mim um sentimento de impotência tão, mas tão grande, que me chega a faltar o ar...

Detesto esta vida que levamos que nos afasta daqueles que nos são tudo... A correria do dia a dia, o ter sempre mais alguma coisa para fazer... O "inventar" uma e outra tarefa que nos ocupe e nos distancie cada vez mais.... A distância é mesmo uma coisa lixada!!! Mesmo que (nos) tentemos convencer que há coisas que nenhum quilometro é capaz de mudar...

Depois, quando damos por nós, já passaram meses desde aquela ultima vez... Meu deus, como é possivel terem passado meses?!!! Como é possível terem passado tantos mas tantos dias longe? Sem um abraço? Sem um carinho? Sem a partilha de um mesmo tempo e de um mesmo espaço?!!!

Odeio isto. Odeio este sentimento que, por vezes, me consome. Odeio ter-te longe... E odeio ainda mais não te dar o meu colo e não ter o teu...Sinto as tuas dores como se fosse eu a vive-las (e se tivessemos opção garanto-te que era apenas eu a senti-las) e choro as tuas lágrimas.

E no final, apenas uma pergunta e uma certeza...
- Será que a azáfama do dia a dia justifica sempre tudo?!
- Aconteça o que acontecer, estejamos juntas ou com milhas a separar-nos... serás sempre uma das 2 pessoas mais importantes da minha vida!!!!

E agora, é altura de levantar a cabeça e seguir em frente minha irmã... a vida não espera por nós... Conto contigo porque te amo e porque esse é um amor verdadeiro e incondicional!

15.11.12

Eu... {a conta gotas}

Detesto gente hipócrita. Odeio, de morte, quem se acha mais do que os outros. Quem passa por cima de tudo e de todos "só" para parecer superior. Quem não tem um par de tomates suficiente para assumir o que faz. Quem, só para se diferenciar (ou não) mente... Coloca os outros em cheque...Gentinha... Gentinha baixa!!!!

14.11.12

Azul cor do mar...


Lembro-me do primeiro beijo roubado no quintal ao lado da minha casa. Meio envergonhado, meio timido mas há muito aguardado. Lembro-me dos olhares cumplices que tinhamos. Olhares que toda a gente entendia e que nos revelavam para o mundo. Lembro-me das saídas apressadas. Da mão na mão. Lembro-me dos encontros despropositados que se faziam com sentido. Lembro-me dos filmes que víamos, só para estar perto. Só para estar junto. Lembro-me de ficar embevecida à porta de casa só para te ver passar. 

Anos depois reencontro-te. As redes sociais têm destas coisas! Daquela altura apenas te resta o nome e o azul dos olhos. Tudo o resto tão diferente. Tão distinto. Como se os anos te tivessem dado outras feições. Tivessem alterado o teu aspeto fisíco para o de alguem com quem nunca me cruzei na vida, que nunca fez parte da minha vida. Não fosse aquele azul cor de mar... De resto, não te reconheceria se te encontrasse por aí, pelo mundo. (Quem sabe não nos teremos já cruzado? Afinal a tua localização é a mesma do que a minha).

Anos depois "vejo-te" na vida com quem sempre te imaginei. De casa ás costas. Livre. Pelo mundo. E isso, daquilo que era o teu mais profundo ser, também não mudou. A liberdade. A tua liberdade e a tua sede de seres cada vez mais nómada. 

Anos depois, e mesmo sem te ver, algo me faria lembrar imediatamente de ti. Uma única palavra: MIRA. Porque de pequenas palavras também se faz a lembrança... E, ver que esse é o nome que deste a algo que é tão teu, a algo que te acompanha na tua longa caminhada, fez-me ter a certeza que há coisas que não mudam nunca...

Anos depois percebo que, naquela idade da inocência, o azul dos teus olhos me encantou. E o teu jeito reguila, que também não te reconheço mais hoje. Nem o cabelo rebelde tens mais...

Anos depois, és uma pessoa do mundo, como sempre foste, mesmo quando eras minha.

6.11.12

Depois de algum tempo...

... tudo começa (ou continua) a fazer sentido. Entendes que existe sempre, mas mesmo sempre, um pouco de razão no diz-que-disse... Compreendes o que para ti é tão claro (agora) como noutros tempos foi para outras pessoas. Não te incomoda. Deveria?! Afinal "o final feliz é só seguir em frente". E, lá bem na frente, ajustam-se as contas. Nossas com a vida e da vida connosco...

Vá, eu confesso... o facebook alarga horizontes (e permite-te compreender que afinal o maior cego é mesmo aquele que não quer ver)!!!

5.11.12

Recordações...

Faz exactamente 14 anos hoje que a minha vida mudou para sempre... Para o bem e para o mal...

Faz exactamente 14 anos hoje... E parece que faz apenas 1!!!

2.11.12

...

Não insistas em procurar {aqui} uma coisa que não vais encontrar. É só.

Eu... {a conta gotas}

Há dias em que inicio a minha viagem habitual e ligo o piloto automático. Nesses dias, quando chego ao destino pergunto-me "já?!". Não me recordo de um quilómetro que seja que tenha percorrido  Não me recordo de um só carro com que me tenha cruzado. Não sei se apanhei chuva ou sol. Nesses dias, como o de hoje, parece que acabei de sair de casa, quando na verdade já cheguei ao destino!!!

30.10.12

Shame on me...


Não sou pessoa de gostos requintados no que toca à leitura. Leio o que gosto. E aquilo que gosto mesmo é de um qualquer texto, ou livro, ou reportagem, ou até de uma entrevista que me prenda. Do início ao fim, ainda que na parte inicial, e quando vejo uma panóplia de caracteres à minha frente, o meu primeiro pensamento vá direitinho para uma leitura diagonal da coisa. Depois, a fluidez de quem escreve, os sentimentos escarrapachados em cada palavra, a alma que se prende sem saber, a complexidade escondida em cada letra, os fragmentos materializados pelas letras, tudo isso, me faz deixar de lado essa vontade inicial de leitura fugaz e deliciar-me com palavras que, de uma ou de outra forma, me tocam. Ou porque nelas acredito piamente. Ou porque poderiam ter sido escritas por mim. Ou porque me revejo em cada detalhe. Ou porque concordo. E até porque não concordo. Mas, no meio de tanta dualidade  e exactamente motivado por ela, existe algo que me prende. Que me faz querer ler sempre mais e mais e mais. 

Há, por essa internet fora, textos muitíssimos bem escritos. Sobre a vida. Sobre as banalidades do dia a dia. Mas que nos tocam. Mas que nos fazem prender a atenção.

Depois existe os outros. Puras lamechices. Coisas sem sentido. Para parecer bem. Ridiculas. Exposições parvas. Mas... também esses eu leio. Não encontro justificação mas... a verdade é que tendenciosamente tenho uma veia sátira que me leva lá. Onde sei que não há conteúdo. Nem bom nem mau. De uma forma totalmente consciente sou presença frequente nesses "lugares" tão cheios de vazio. Tão cheios de nada. E leio. Porque me apraz pensar que pessoas tão vazias de conteúdo existem só escondidas atrás de um qualquer monitor, quando na realidade elas andam por aí, no meio de nós!!!!

Arrumações...

Quando temos "as coisas" devidamente arrumadas nas gavetas para as quais foram feitas, a vida corre muito melhor. A paz que se sente é infinita. Dorme-se a noite toda com a sensação de dever cumprido. Sem sobressaltos nem tão pouco pesadelos. O dias começam melhor, ainda que de negro se vista o céu. Cada dia, não é apenas mais um dia. É o dia. O dia em que vivemos com as nossas arrumações feitas e enterradas. Cada dia é tempo de tocar em frente e seguir viagem sem olhar para trás. 

Quando tudo se encaixa de forma quase perfeita, nessa altura a plenitude deixa de ser apenas uma palavra no dicionário da vida e passa a ser tão real quanto real é a saudade, esse fado de que nós portugueses somos feitos.

A vida, ah essa, segue o seu rumo. Não pára. Não dá margem para repensar as arrumações. Porque assim tem de ser. Porque assim queremos que seja. 

E, depois de tudo devidamente empacotado, é tempo de sorrir. E de querer viver mais e mais... Muito mais!!! A vida não espera por nós... não vamos também nós esperar por ela!!!

26.10.12

Das {poucas coisas} que me fazem gostar do inverno...

- Chegar a casa, gelada na maior parte das vezes, e ter à minha espera o conforto que só a minha casa tem;
- Chegar a casa e ter um pijama quentinho à minha espera;
- Poder adormecer a ouvir a chuva a bater na janela;
- Beber um chá fumegante que me aquece a alma e o coração;
- Apreciar uma bela taça de vinho tinto;
- Acender a lareira... vá, aqui confesso que passo a parte de acender, prefiro o usufruto da mesma;
- Calçar umas meias bem quentinhas, afinal... se os pés estiverem quentes todo o corpo vai estar;
- Enrolar-me numa manta felpuda e por lá ficar;
- Dormir abraçada, sem medo que o calor me faça destilar (e como eu adoro dormir abraçada...);
- Colocar na cama o meu edredon com as capas mais giras de sempre;
- Acender as velas que perfumam a minha casa ao mesmo tempo que lhe conferem diversos pontos de luz;
- Usar a abusar dos meus lenços e dos meus cachecóis;
- O calor humano... que me aquece e me alivia... que me conforta e funciona como o meu porto de abrigo!!!

Das histórias de vida... ou das vidas com história...

Uma das grandes vantagens da tua história de vida é que consegues perceber nos outros, à distância, histórias que viveste na primeira pessoa...

Consegues decifrar cada código que se vislumbra no horizonte. Pequenos sinais que para os outros não passam de meras casualidades;

Consegues entender o sentido mais infinito das palavras que são ditas no silêncio de um olhar; Das respirações que se fazem mais ou menos compensadas dependendo do assunto de que se fala;

Consegues alcançar o que de mais profundo uma frase deixada "cair", ou publicada com sentido, possa querer significar;

Consegues captar o cheiro que paira no ar, o cheiro a história que se faz de cada um de nós;

Especulas, é um facto, mas na verdade sabes que a história existe e é real. E que por esse motivo, mais do que não seja por esse motivo, a história passa a ser simplesmente isso, a história. E não a tua história como durante tanto tempo pensaste!!!

E, no dia em que isso para ti é tão claro, tão perceptível, tão evidente... bem, nesse dia compreendes, que há por aí muitas vidas que se fazem com a mesma história e que por isso, não há só histórias de vida, mas também vidas com história, e que isso sim, é um denominador comum a todos!!!

24.10.12

♫ Depois ♫


"Depois de sonhar tantos anos (...)
(...) Quero que você seja feliz
Hei de ser feliz também (...)
Depois de varar madrugada
Esperando por nada (...)
(...) Quero que você seja melhor

Hei de ser melhor também (...)

Depois de aceitarmos os fatos (...)

(...) Quero que você seja feliz
Hei de ser feliz também (...)"


Calha assim...

Uns dias calha melhor do que outros, é um facto. Mas vai calhando... Com mais ou menos sol.... Com mais ou menos raiva... Com uma maior ou menor compreensão e entendimento. 

Vai calhando consoante vai sendo possível. E é isso que nos vale. 

Calha assim porque esta é a forma que julgamos mais eficiente e mais eficaz. Umas vezes acertamos mais, noutras nem tanto. Mas... não será mesmo assim a vida?! Um conjunto, por vezes desorganizado, de "calhas" e de casualidades???

E, por vezes, as coisas simplesmente calham assim porque é decisão nossa que dessa forma seja feito. Para o bem e para o mal...

16.10.12

Noites de Inverno

Uma das coisas que mais aprecio no Inverno, em detrimento do verão, são os serões de amigos em casa.

Enquanto no verão os encontros se fazem numa qualquer esplanada, a fazer a fotossíntese na maior parte das vezes, ou então nas outras a aproveitar as maravilhosas noites de verão (que este ano não foram tão maravilhosas assim), apreciando um daqueles petiscos que só no verão fazem sentido e uma bebida ou outra mais fresca, como se assim nos refrescasse a alma...

No inverno, pelo contrário, estes encontros fazem-se em casa. Aconchegados por um aquecedor, ou por uma lareira acesa, contemplado o fogo que nos aquece essa mesma alma que se refresca nos serões de verão.

No inverno os serões regam-se com um belo vinho tinto, com um experimentar de "especiarias", como se de um concurso de melhor chefe de cozinha se tratasse.... Inventam-se e reinventa-se entradas transformadas em prato principal. Apenas não se aposta muito na sobremesa, até porque esta funciona como presságio do fim, e esses serões nós não queremos que acabem, ainda que terminem a altas horas da madrugada!

No inverno, ainda que com gelo lá fora, a casa de cada um de nós, dos que nos encontramos nessas noites frias, permanece sempre quente. Os casacos, gorros, cachecóis e afins, tiram-se à entrada e só se voltam a utilizar noite dentro...

No inverno, nas noites de amigos e com amigos, a conversa flui normalmente, nunca faltando o assunto nem o tema. Nessas noites esquecemos (bem, ou tentamos esquecer) o mundo lá fora e tudo acontece lá dentro...

No inverno, acercamo-nos de uma mesa, que se faz de jogo e, entre uma cartada e outra, recordamos o que de bom e menos bom aconteceu na semana que finda.

No inverno, nas noites geladas, onde o cheiro a lareira emana no ar, da mesma forma que o fumo que delas saí invade o céu, que se rasga de branco no meio de um azul profundo, rimo-nos como se não houvesse amanhã. Rimo-nos de tudo e de nada. Com e sem motivo. Rimo-nos porque também esse riso é responsável por nos gostarmos tanto e por apreciarmos desta forma a presença de uns em casa de outros.

No inverno, nos serões de amigos que se fazem de inverno, recuperamos forças que no verão o sol nos dá!!!

Eu... {a conta gotas}



Adio, como quem adia a ida para a forca, o dia em que mudo de sandálias para botas. Um dia o dia chega... e hoje ainda não é o dia!

15.10.12

Confesso...

... que já tive mais vontade do que a que tenho agora de escrever....
... que a escrita só já funciona como um escape por vezes...
....que me aborrece quem cá venha sistematicamente à procura de algo (que não vai encontrar, porque já o disse que não o fazia)...
...que...
É isso... e um pouco mais....

11.10.12

Eu... {a conta gotas}

Não gosto... de pessoas que digam "eu também", ao invés de manifestarem a sua opinião de forma sustentada, de assumirem o que pensam e o que sentem.


2.10.12

Eu... {a conta gotas}

Guardo no congelador de casa da minha mãe a melhor e a pior recordação de há 4 anos atrás... Do dia mais longo e ao mesmo tempo mais curto da minha vida... De um dos dias mais felizes e simultaneamente dos mais tristes de sempre...



1.10.12

E aquilo que me fazia mesmo mesmo falta...

... era um dia de sol, como o de hoje, depois de uma semana de chuva. Lá fora e cá dentro!


Simplesmente porque...

Tristezas não pagam dividas...
E porque ás vezes basta "matar" alguns monstros que nos atormentam... e as coisas, por si só, hão-de voltar à normalidade.
Basta esperar... e fazer acontecer!!!!!



10.9.12

Das coisas que eu não gosto mesmo nada #3

Todo o meu corpo ter a mesma cor...

A galinha da minha vizinha...

A verdade é que quando qualquer coisa nos toca à porta, toca sempre em forma muito mais agreste do que se fosse a outra porta qualquer que tocasse. 

Quantos de nós não julga, por vezes ainda que em inconsciência, que quando nos dói algo a nós a dor é muito mais insuportável do que quando ouvimos qualquer outra pessoa dizer que tem essa dor?

A capacidade de relativizar é perdida no exacto momento em que está a acontecer connosco e não com os outros. Sentimos na "pele" e isso desvaloriza tudo o resto.

Da mesma forma que "com os males dos outros podemos nós bem", por muito altruístas que possamos ser.

Falar de crise é falar daquilo que é actualmente tema de conversa em qualquer esquina, em qualquer mesa de café, em qualquer fila, em qualquer sítio. Porque ela existe e está presente no nosso dia a dia. Mas.. uma coisa é ouvir falar, outra é presenciar e outra ainda é sentir na pele...

E eu estou no 2º patamar: presenciar. Nos últimos tempos tenho observado, nos corredores dos supermercados, pessoas com calculadoras na mão, a somar os bens essenciais que levam, porque o dinheiro não dá para mais. Também tenho assistido, nas caixas dessas mesmas lojas, pessoas a pedirem para serem avisadas quando a soma chegar a determinado valor, ou então, na expectativa de uma súbita diminuição do preço de cada coisa, pessoas estupefactas quando lhes é apresentada a conta total, em que a única opção que têm é deixar metade das compras na caixa do supermercado. E nessa metade está leite, está fruta, estão iogurtes. Não estão bens superfulos.

Eu sei que "isto" não é "nada" perante a realidade de tantas outras pessoas que não têm tão pouco o mínimo necessário para viverem. Que nem no supermercado entram. A quem nada resta. Da mesma forma que sei que para outras pessoas, pessoas como eu, a quem nunca nos faltou nada, esta é uma realidade que choca. Que absorve. Que nos mostra o quão sensível e efémeros somos!!!!



7.9.12

Das coisas que eu não gosto mesmo nada #2

Pessoas que não sabem diferenciar o acessório do indispensável. 
Pessoas que ao invés de ajudarem só complicam.

Das coisas que eu não gosto mesmo nada #1

Acordar de manhã e ainda não ser dia. Pior ainda, chegar a casa e já não necessitar de óculos de sol...

Detesto dias pequenos, é isso!!!

6.9.12

Nós por cá...

Vamos privatizar no final da semana...

É a melhor e única opção de momento.

O email é que está ali :)

Das coisas que me fazem confusão #15

O Facebook...

Quer dizer, não é o Facebook que me faz confusão. É a utilização que fazem dele. É, mais que tudo, o facto de o utilizarem para exporem ao mundo a vida que têm. Ou que não têm. Porque se escondem atrás de um monitor. Porque não falam mas deixam "indiretas". Porque se fazem o que não são. Porque se dizem nos sítios onde não estão. Porque julgam alimentar curiosidades alheias de quem tem muito mais para fazer. Porque, há alturas (e se as há...) em que o não reconhecimento da essência, daquilo que somos feito, da nossa matéria, se torna rei e senhor.

Para estas pessoas... um lugarzinho muito especial no meu coração. Afinal, não o posso preencher apenas com pessoas sérias, diretas e honestas!!!


3.9.12

E depois...




Também existe as outras decisões assim, de apego, para sempre, daqui até à lua

Das decisões...

Há decisões que se tomam porque a isso somos obrigados. Depois existem as outras... as decisões que tomamos cuja necessidade parte apenas de uma vontade interior. 

Para estas últimas não é necessário um motivo nem uma explicação. Correm como o fluxo normal da vida. Como um "calha assim".

E depois ainda existem as outras decisões... aquelas que nos obrigam a tomar. É destas últimas que escrevo. Porque nem sempre, ou quase nunca, partem da nossa vontade consciente, mas são coagidas por um sem número de acontecimentos que tornam esse o único caminho possível de ser percorrido. Porque muitas vezes o querer não é suficiente. Porque os momentos de fraqueza se relevam terríveis e temíveis instantes de pavor. De ódio. De terror. E que deitam por terra toda uma recordação que se queria de bem com a vida.

Das minhas decisões, daquelas que tomo porque a isso sou obrigada ou porque a isso me obrigo, não guardo rancor, nem mágoa, nem "poderia ter sido de outra forma"... Todas elas são baseadas no que sinto no momento e por isso baseadas no meu coração. Sem margem de erros!!!

E por isso, só por isso, o "desapego" por vezes me é tão fácil!

27.7.12

Coisas da idade...

Das coisas que a {esse monstro chamado} idade nos trás:

- Dá-nos discernimento para separar o olhar do ver;
- Dota-nos de uma capacidade quase sobre humana de perdoar;
- Mostra-nos que o mundo não gira à nossa volta e que o egocentrismo é apenas uma fase maluca que alguém que não cresce, tem;
- Diz-nos que os sonhos são e serão para sempre sonhos;
- Alerta-nos para as particularidades de cada um, que antes não passavam de meros sinais que teimávamos em não ver;
- Indica-nos que nem sempre o caminho do coração é o melhor a ser seguido;
- Demonstra-nos que o "depois" pode ser tarde demais;
- Revela-nos que lá porque aconteceu ontem não significa que volte a acontecer amanhã. Ou que não volte;
- Denuncia-nos algumas rugas que antes julgávamos "marcas de expressão"
- Beneficia-nos de uma enorme capacidade de escutar para além de ouvir;
- Explica-nos que se temos 2 orelhas e apenas uma boca não há-de ser por mero acaso;
- Desperta-nos para a existência cada vez mais real de um 6º sentido;
- Declara-nos que não existem pessoas perfeitas e, acima de tudo, habitua-nos a viver com as imperfeições de cada um... e de nós próprios!!!!!

17.7.12

☼...Inside of me...☼

Há uns tempos atrás, numa altura em que respondi a uma determinada questão com toda a sinceridade que me era possível, disseram-me, na sequência dessa minha resposta, que na vida há que ser como a mulher de César: Não basta ser. É preciso parecer.

Para mim era exatamente ao contrário: muito mais importante do que parecer, era ser.

Hoje, vejo que a única pessoa que estava errada era eu. E que, em qualquer lugar deste mundo, muito, mas muito mais do que sermos algo, temos que o parecer.

Talvez, na altura eu não tivesse entendido a dimensão e os contornos desta afirmação. Hoje sei que é mesmo assim. E que, em tudo, mas mesmo tudo temos que parecer. De dar nas vistas. Que evidenciar. Que renascer, quando por vezes, nada o fazia prever.

Quando queremos algo, temos que batalhar para ter pois, já reza o ditado popular, a unica coisa que nos caí aos pés é a chuva.

Assim, a partir de agora vou ser uma verdadeira Fénix...

Se a motivação é intrínseca, pois que encontrei a minha, bem dentro de mim. Movida por factores externos, é um facto, mas bem junto do meu coração...


Para memória futura: Este post marca um ponto na minha vida. Agora e aqui. Para sempre.

Das coisas que me fazem confusão #13

Faz-me confusão as pessoas que não se assumem. Que, ainda que transpareçam uma idade diferente da que têm no cartão do cidadão, fazem questão de omitir a verdadeira. De pessoas que se "envergonham" por já terem vivido não sei quantas décadas quando isso deveria ser um motivo de orgulho. De pessoas que se ofendem quando dizem que já não vão para novas. Que não comem e gastam rios de dinheiro em cirurgias para aparentarem uma idade que há muito não têm. De pessoas que se acham, e exactamente por se acharem querem parecer o que não são.

Sou uma pessoa de hábitos fáceis, o que aliás já por aqui afirmei...





E por esse motivo, não me importava nada mesmo de aqui voltar. 
Aqui, onde 15 dias de Dolce Fair Niente me souberam pela vida.
Quero ir para a ilha, é isso :)

16.7.12

*.*


Dos Costa Concordias desta vida...

Reza a lenda e o bom senso que o comandante deve ser o último a abandonar o navio. Quando as coisas correm bem e também quando correm menos bem.


E quando o comandante, por mero azar do acaso, caí ao mar, tal como ocorreu a Francesco Schettino? Bem, neste caso não se trata de um mero azar, mas sim de um acumular deles... não basta o naufrago, senão ainda a queda do comandante...

Na vida, existem por aí muitos Francesco Schettino. Pavoneam-se pela dimensão do seu navio. Embarcam nele como quem embarca no sonho de uma vida [ainda que não tenham sido eles a sonhá-lo] e remam ao sabor da maré. Na verdade, remam na vontade de quem tem a prática, a astúcia e a vontade, para o fazer. Porque para eles, para os comandantes dos costa concordias desta vida, o importante não é ser. É ter.

Porque, ostentar uma vitória feita à base do [ardúo] trabalho dos outros, é coisa para a qual é preciso ter tomates, e o que não falta por ai são pessoas com um belo par deles... 

Porque, congratular-se com as vitórias feitas à base de muitas horas de trabalho dos outros, é uma coisa que não é para quem quer, é só, mas mesmo só, para quem pode... 

Porque, dar a cara e não dar o corpo ao manifesto é simplesmente pecaminoso. De uma falta de carácter extrema. 

E não, nem tudo se baseia numa relação de confiança. De saber. Baseia-se, isso sim, numa extrema falta de querer!!! 

Agora, aquilo que em plena crise do século XXI [ainda] me espanta, é a facilidade com que alguém é tutor de um projeto que não fez e com o qual tenho duvidas que se identifique, deixe o mesmo nas mãos de quem tão bem o faz, sem que tenha o mínimo peso na consciência?!!! Porque, nos projectos da vida, tal como nas viagens realizadas em qualquer barco, de recreio ou de pesca, o comandante é responsável máximo pelo que de bom, ou menos bom aconteça. E, em caso de naufrágio, deverá ser o mesmo a accionar qualquer meio de socorro que tenha ao seu alcance. Dar o corpo às balas e defender toda uma tripulação...

Mas isso, não é para todos. É apenas para aqueles que, no reflexo do espelho, conseguem ver mais do que a sua imagem...


10.7.12

Da insustentável leveza do ser...

... ou do não ser...

Levamos a vida a fazer planos para o futuro. A projectar sonhos e utopias. A poupar dinheiro.  A idealizar e arquitectar o que queremos que seja a nossa vida daqui a uns tempos. Não vamos jantar fora porque é caro e os tempos que correm são de poupança. Descontamos rios de dinheiro para uma reforma que não sabemos se vai existir quando chegar a nossa altura. Temos contas poupança, certificados de aforro e fazemos mealheiros.

Chateamo-nos com as pessoas de que mais gostamos. Fazemos birras. Amuamos. Não dizemos o que sentimos, ou então teimamos em dizer o que não sentimos. O que a raiva de alguns momentos nos faz dizer. Sem pensar. Choramos desalmadamente por coisas, por vezes, sem tanta importância assim. 

Desvalorizamos o que é importante e perdemos tempo a dar importância a males menores. 

Não nos preocupamos em ser suficientemente felizes, quando temos a maior parte dos ingredientes para tal, porque nos preocupa o depois, o diz-que-disse. Vivemos condicionados por uma opinião pública.

Olhamo-nos ao espelho e tantas vezes somos apenas a sombra do que gostaríamos de ser. Um reflexo quase invisível daquilo que nos imaginamos.

Coleccionamos amigos no facebook como quem, em criança, coleccionava cromos. Mas, passamos dias, meses e até anos, para ligar a um desses amigos. Adiamos constantemente beber um café, "porque temos uma vida muito ocupada". 

Olhamos para as fotos da nossa infância, no tempo em que a era digital não passava de uma miragem, e revivemos, ainda que sem ser em consciência, aqueles momentos de pura ingenuidade. Aqueles momentos que parecem vividos no ano passado, quando na realidade já fazem parte do outro século; O tempo passa por nós, quando deveríamos ser nós a passar por ele!

Somos inconscientes, e fazemos asneiras sem pensar nas consequências, ou então somos certinhos de mais e evitamos ousar. 

Por vezes pomo-nos a jeito, já em outras... a vida "farta-se" de nós...

Depois um dia, numa dessas ultimas vezes, quando nada o fazia prever... tudo acaba. 

20.6.12

Aqui me confesso...

Estás numa encruzilhada. Não sabes que caminho seguir. Independentemente do que seguires existem prós e contras, vantagens e desvantagens. Se por um lado, não sendo parte do problema, podes ser parte da solução e ela pode passar mesmo por ti, por outro lado tens orgulho {que neste momento está ferido} tens sentimentos contraditórios, tens uma panóplia de situações, que teimam em não te sair da memória, e que te fazem recuar.

Avanças por uma das opções e logo recuas porque as vantagens da outra te parecem tão mais apetecíveis. Vais pela outra e voltas a recuar.

Se numas alturas achas que deves por em pratica a psicologia que estudaste, já em outras sentes-te completamente encostada à parede. Falta-te o ar. O espaço. O tempo. E no meio disto tudo... sobra-te a memória... quase que em flash, do desconforto que te causaram...

A vida não é fácil, eu sei. Mas não precisava de ser tão difícil. Nem para mim... nem para ela, já agora!!!

Do sentimento de posse...

Existem coisas que nunca tendo sido minhas, o hão-de ser para sempre... Coisas de que me fiz fiel proprietária e que sempre me refiro a elas como "a minha" ou "o meu". Coisas com as quais me identifico, que têm parte de mim ou onde e nas quais já fui muito feliz. 

Para mim existem as praias e depois existe a minha praia; existem os livros e depois existe o meu livro, existem os filmes e depois o meu filme....

Para mim existem as pessoas. E depois, bem depois... existem as minhas pessoas. As que não sendo minhas o serão todos os dias da minha vida; As pessoas que conquistei e que me foram conquistando; A família, a de sangue e a de coração; os amigos e os amores; os colegas e alguns conhecidos. Os eternos companheiros de bons momentos e os que apenas partilham trechos destes; 

Porque este sintoma de apropriação é intrínseco ao material do qual somos feitos. Está-nos no sangue e na alma. E é esta a nossa alma...


Eu... {a conta gotas}


E quando aquela rotina, que tenho invariavelmente todas as noites e que se refere ao outro dia, é feita em cima do joelho é certo e sabido que na manhã seguinte temos o baile armado!!!

19.6.12

Ensaio sobre a cegueira...



"Por que foi que cegámos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem. "

E esta frase resume tudo aquilo que queria escrever, portanto nada mais a acrescentar....

18.6.12

17.6.12

Gosto disto #14

Não paremos de remar...

"Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena."

Das coisas intimas....

Um dia, sem que nada o faça prever, a tua vida dá uma volta. Ou muitas. Ficas sentada, a viver ao sabor da maré. Vais aproveitando aqui e ali, tanto quando podes. Depois, bem depois, percebes que a volta foi grande demais e não tem retorno. Ou que tem e não estás preparada para o dar. Qual concha ficas à espera que uma onda te empurre. A espera de um motivo. Quando sempre os tiveste todos e não os queres utilizar. Depois existe uma jogada de mestre. A carta na manga que alguem joga no momento indicado. E tu??? Bem, tu ficas a ver passar os navios... Acorrentada a uma escolha que não fizeste, mas que a vida fez por ti. E aqui, como em tudo, a vontade da vida é soberana....

15.6.12

Das coisas que me fazem confusão #12

Se há coisa que me faz confusão é o erro. Não aquele erro que todos nós podemos cometer uma, outra ou outra vez ainda. Mais sim, aquele erro que mais não é um acumular de erros. De situações antes já vividas e alertadas. De fazer quase que (será que não é sem o quase que???) já sabendo e conhecendo as consequências que daí podem advir. Porque não são situações novas. Apenas vividas num outro espaço e num outro tempo. Onde os protagonistas são, não raras vezes, os mesmos.

Mas, mais grave do que este erro, desmedido e imensurável, são os danos colaterais. Evidentes. Irreparáveis. Que saltam à vista, mesmo daqueles mais distraídos. Porque nos querem a atenção e não compreendem que as pessoas não são propriedade de ninguém. Não estão à venda, nem funcionam como moeda de troca. 

Aceito e assumo que todos temos o direito de errar, porque não há ninguém que seja perfeito. Mas também defendo que quando os erros se transformam no pão do dia a dia, no ar que se respira, eles deixam de ter toda e qualquer componente saudável e passam a ser tão somente doentios. 

E, eu posso ser muita coisa, mas médica não sou...

8.6.12

Constatações #43


Sobre o Dress Code...

Durante muitos e muitos anos não fui uma pessoa dada a modas. Nunca gostei das novas colecções enquanto elas eram efectivamente novas. Sempre que ia ás compras no início de uma época apenas comprava o que era intemporal. Com o passar do tempo fui passando, também eu, a "achar piada" a algumas coisas que iam saindo. E, já não era raro adquirir algumas peças boom, em início de colecção.

Não obstante esta situação, e consequentemente o facto de não vestir as peças berra de cada estação, a verdade é que também nunca me considerei demodé. Sempre vesti aquilo com que me sentia bem, tentando sempre adequar a cada ocasião.

Gosto de me arranjar. De vestir roupa que gosto. Com a qual me identifico. Não gosto, nem nunca gostei, de usar amarelo simplesmente porque toda a gente usa amarelo. Tenho as minhas cores de eleição, os meus modelos de eleição e os meus padrões também eles de eleição.

No entanto, tenho que saber adaptar o que visto á profissão que desempenho. Não porque ache que isso me diferencie dos restantes. Não porque ache que seja uma mais valia. Não porque julgue que isso me torna melhor ou pior profissional. Apenas e tão somente, porque vivemos numa sociedade em que a aparência é tida em linha de conta. Assim, para mim que adoro calças rasgadas, será, de todo impensável, ir trabalhar com umas calças assim. E quem diz calças rasgadas, diz outro qualquer tipo de indumentária, que é considerado desadequado.

Não acho, de forma alguma, que a roupa carregue em si o desempenho da pessoa. Acho, isso sim, que esse mesmo desempenho pode ser, em parte, apreendido pela nossa forma de estar na vida, e que esta sim, pode influenciar a forma como nos vestimos. Ainda assim, o "desajuste" da indumentária de cada um ao que é considerado moda, é visto como um desajuste, na sua totalidade, aos padrões estabelecidos como "normais".

E aqui, convenhamos, é muito mais fácil mudar uma ou outra peça de roupa, do que mentalidades!!!!