30.7.12
27.7.12
Coisas da idade...
Das coisas que a {esse monstro chamado} idade nos trás:
- Dá-nos discernimento para separar o olhar do ver;
- Dota-nos de uma capacidade quase sobre humana de perdoar;
- Mostra-nos que o mundo não gira à nossa volta e que o egocentrismo é apenas uma fase maluca que alguém que não cresce, tem;
- Diz-nos que os sonhos são e serão para sempre sonhos;
- Alerta-nos para as particularidades de cada um, que antes não passavam de meros sinais que teimávamos em não ver;
- Indica-nos que nem sempre o caminho do coração é o melhor a ser seguido;
- Demonstra-nos que o "depois" pode ser tarde demais;
- Revela-nos que lá porque aconteceu ontem não significa que volte a acontecer amanhã. Ou que não volte;
- Denuncia-nos algumas rugas que antes julgávamos "marcas de expressão"
- Beneficia-nos de uma enorme capacidade de escutar para além de ouvir;
- Explica-nos que se temos 2 orelhas e apenas uma boca não há-de ser por mero acaso;
- Desperta-nos para a existência cada vez mais real de um 6º sentido;
- Declara-nos que não existem pessoas perfeitas e, acima de tudo, habitua-nos a viver com as imperfeições de cada um... e de nós próprios!!!!!
24.7.12
Das coisas que me fazem confusão #14
Serei eu a única pessoa à face da terra que detesta sushi?
Já tentei comer com molho disto, com molho daquilo, sem molho, mas... não dá!!!
20.7.12
19.7.12
17.7.12
☼...Inside of me...☼
Há uns tempos atrás, numa altura em que respondi a uma determinada questão com toda a sinceridade que me era possível, disseram-me, na sequência dessa minha resposta, que na vida há que ser como a mulher de César: Não basta ser. É preciso parecer.
Para mim era exatamente ao contrário: muito mais importante do que parecer, era ser.
Hoje, vejo que a única pessoa que estava errada era eu. E que, em qualquer lugar deste mundo, muito, mas muito mais do que sermos algo, temos que o parecer.
Talvez, na altura eu não tivesse entendido a dimensão e os contornos desta afirmação. Hoje sei que é mesmo assim. E que, em tudo, mas mesmo tudo temos que parecer. De dar nas vistas. Que evidenciar. Que renascer, quando por vezes, nada o fazia prever.
Quando queremos algo, temos que batalhar para ter pois, já reza o ditado popular, a unica coisa que nos caí aos pés é a chuva.
Assim, a partir de agora vou ser uma verdadeira Fénix...
Se a motivação é intrínseca, pois que encontrei a minha, bem dentro de mim. Movida por factores externos, é um facto, mas bem junto do meu coração...
Para memória futura: Este post marca um ponto na minha vida. Agora e aqui. Para sempre.
Das coisas que me fazem confusão #13
Faz-me confusão as pessoas que não se assumem. Que, ainda que transpareçam uma idade diferente da que têm no cartão do cidadão, fazem questão de omitir a verdadeira. De pessoas que se "envergonham" por já terem vivido não sei quantas décadas quando isso deveria ser um motivo de orgulho. De pessoas que se ofendem quando dizem que já não vão para novas. Que não comem e gastam rios de dinheiro em cirurgias para aparentarem uma idade que há muito não têm. De pessoas que se acham, e exactamente por se acharem querem parecer o que não são.
Sou uma pessoa de hábitos fáceis, o que aliás já por aqui afirmei...
E por esse motivo, não me importava nada mesmo de aqui voltar.
Aqui, onde 15 dias de Dolce Fair Niente me souberam pela vida.
Quero ir para a ilha, é isso :)
16.7.12
Dos Costa Concordias desta vida...
Reza a lenda e o bom senso que o comandante deve ser o último a abandonar o navio. Quando as coisas correm bem e também quando correm menos bem.
E quando o comandante, por mero azar do acaso, caí ao mar, tal como ocorreu a Francesco Schettino? Bem, neste caso não se trata de um mero azar, mas sim de um acumular deles... não basta o naufrago, senão ainda a queda do comandante...
Na vida, existem por aí muitos Francesco Schettino. Pavoneam-se pela dimensão do seu navio. Embarcam nele como quem embarca no sonho de uma vida [ainda que não tenham sido eles a sonhá-lo] e remam ao sabor da maré. Na verdade, remam na vontade de quem tem a prática, a astúcia e a vontade, para o fazer. Porque para eles, para os comandantes dos costa concordias desta vida, o importante não é ser. É ter.
Porque, ostentar uma vitória feita à base do [ardúo] trabalho dos outros, é coisa para a qual é preciso ter tomates, e o que não falta por ai são pessoas com um belo par deles...
Porque, congratular-se com as vitórias feitas à base de muitas horas de trabalho dos outros, é uma coisa que não é para quem quer, é só, mas mesmo só, para quem pode...
Porque, dar a cara e não dar o corpo ao manifesto é simplesmente pecaminoso. De uma falta de carácter extrema.
E não, nem tudo se baseia numa relação de confiança. De saber. Baseia-se, isso sim, numa extrema falta de querer!!!
Agora, aquilo que em plena crise do século XXI [ainda] me espanta, é a facilidade com que alguém é tutor de um projeto que não fez e com o qual tenho duvidas que se identifique, deixe o mesmo nas mãos de quem tão bem o faz, sem que tenha o mínimo peso na consciência?!!! Porque, nos projectos da vida, tal como nas viagens realizadas em qualquer barco, de recreio ou de pesca, o comandante é responsável máximo pelo que de bom, ou menos bom aconteça. E, em caso de naufrágio, deverá ser o mesmo a accionar qualquer meio de socorro que tenha ao seu alcance. Dar o corpo às balas e defender toda uma tripulação...
Mas isso, não é para todos. É apenas para aqueles que, no reflexo do espelho, conseguem ver mais do que a sua imagem...
11.7.12
10.7.12
Da insustentável leveza do ser...
... ou do não ser...
Levamos a vida a fazer planos para o futuro. A projectar sonhos e utopias. A poupar dinheiro. A idealizar e arquitectar o que queremos que seja a nossa vida daqui a uns tempos. Não vamos jantar fora porque é caro e os tempos que correm são de poupança. Descontamos rios de dinheiro para uma reforma que não sabemos se vai existir quando chegar a nossa altura. Temos contas poupança, certificados de aforro e fazemos mealheiros.
Chateamo-nos com as pessoas de que mais gostamos. Fazemos birras. Amuamos. Não dizemos o que sentimos, ou então teimamos em dizer o que não sentimos. O que a raiva de alguns momentos nos faz dizer. Sem pensar. Choramos desalmadamente por coisas, por vezes, sem tanta importância assim.
Desvalorizamos o que é importante e perdemos tempo a dar importância a males menores.
Não nos preocupamos em ser suficientemente felizes, quando temos a maior parte dos ingredientes para tal, porque nos preocupa o depois, o diz-que-disse. Vivemos condicionados por uma opinião pública.
Olhamo-nos ao espelho e tantas vezes somos apenas a sombra do que gostaríamos de ser. Um reflexo quase invisível daquilo que nos imaginamos.
Coleccionamos amigos no facebook como quem, em criança, coleccionava cromos. Mas, passamos dias, meses e até anos, para ligar a um desses amigos. Adiamos constantemente beber um café, "porque temos uma vida muito ocupada".
Olhamos para as fotos da nossa infância, no tempo em que a era digital não passava de uma miragem, e revivemos, ainda que sem ser em consciência, aqueles momentos de pura ingenuidade. Aqueles momentos que parecem vividos no ano passado, quando na realidade já fazem parte do outro século; O tempo passa por nós, quando deveríamos ser nós a passar por ele!
Somos inconscientes, e fazemos asneiras sem pensar nas consequências, ou então somos certinhos de mais e evitamos ousar.
Por vezes pomo-nos a jeito, já em outras... a vida "farta-se" de nós...
Depois um dia, numa dessas ultimas vezes, quando nada o fazia prever... tudo acaba.
Subscrever:
Comentários (Atom)









