❝Quem gosta de verdade de você, vai compreender todos os seus silêncios, o dito e o não-dito, os seus poços escuros, suas emendas, vai desvendando aos poucos, o mistério que é sentir tudo e sentir nada, tudo ao mesmo tempo. Vai se encarregar de arrumar essa sua bagunça, ou fazer parte dela, quem sabe.❝
31.1.12
Se um dia...
Se um dia tivesse a ousadia de me definir num objecto diria, sem sombra de dúvidas, que poderia muito bem ser um baú de recordações. Daqueles que se fecham a 7 chaves e guardam em si momentos de uma vida...
Tenho uma amiga minha, que a distância acabou por afastar, que sempre dizia qualquer coisa do género "tenho muitas cicatrizes. E elas são a prova viva de todas as cabeçadas que dei. Mais, só existem porque também eu existo, e cada uma delas guarda uma história." E eu, que nem tenho muitas, cada uma das que tenho, mais ou menos visível, também é a máscara de uma história. De uma vivência. De um determinado momento que pode ter mudado a minha vida para sempre, ou apenas naquele instante.
Quando olho para trás, para um passado mais ou menos recente, revejo e revivo momentos que me ajudaram a definir enquanto pessoa. Uns melhores, outros nem por isso. Mas afinal é mesmo assim que se vão pautando os dias. Entre uns raios de sol que teimam em rasgar o horizonte, ou umas nuvens densas e escuras, que fazem os dias parecerem noites.
Toda eu sou recordações. Toda eu sou uma história unica que um dia alguem ousou escrever, ou rabiscar... Toda eu sou dotada da capacidade de olhar para trás e sorrir. Porque, o que de menos bom também já vivi, também me dotou da capacidade de sorrir. E de pensar que afinal eu tenho tudo para ser feliz. E outros, alguns que tanto menos têm, por vezes conseguem sê-lo bem mais do que eu....
Vivo de recordações. Mas não vivo presa a elas. A linha que nos une por vezes é muito ténue. Já em outros muito forte.
Vivo da história da minha vida. Que quero continuar a escrever com canetas coloridas :)
Quando as pessoas....
Quando as pessoas são adultas, elas conversam e esclarecem as diferenças...
Quando as pessoas são sinceras, elas conversam e reforçam a amizade...
Quando as pessoas são amigas, elas desculpam, como só se desculpa a quem se gosta muito...
30.1.12
29.1.12
Pode ser que um dia...
... me apeteça desenvolver isto:
Mas, enquanto esse dia não chega, se é que um dia vai chegar, resta-me aceitar que as pessoas não são todas iguais... E que, não existe ninguém nesta vida, para além da minha família, que tenha o direito de me exigir seja o que for. Nem tão pouco de me cobrar.
E por agora é mesmo tudo!
25.1.12
Julgamentos e outros que tais...
Andava eu a fermentar este post há dias quando hoje me deparo na net com a seguinte afirmação «O mal é a incapacidade de nos pormos no lugar do outro. É a incapacidade de imaginar os sentimentos do outro e de os sentir como se pudéssemos ser nós.». Heis que se fez luz... Ele há coisas... e era só mesmo isto que eu precisava para começar a escrever... Era esta a alavanca que me faltava...
Conheço algumas pessoas que opiniam e criticam determinadas atitudes e comportamentos de outras. E, quando escrevo criticam, estou a utilizar uma palavra dura, ainda que neste contexto me pareça demasiado soft.
Existem pessoas que não vivendo determinada situação levam à forca quem as vive. Ali, em asta pública, lhes declaram a sentença, que só pode ser de "morte". Que maldizem e (des)aconselham, como se jogassem com o baralho todo na mão...
A minha questão é tão simples quanto intriguista: como pode alguém julgar outro, se não vive E-X-A-C-T-A-M-E-N-T-E nas mesmas circunstâncias desse outro. Se não sente pelo outro. Se não pensa pelo outro... Ainda mais, se proventura, nunca viveu nada semelhante?!! E ainda que o tivesse vivido...
Estas pessoas, as críticas e sabichonas por natureza, fazem-me uma espécie de comichão. E, quando as ouço a falar, desligo, na medida em que consigo fazê-lo... Ignoro enquanto vou abanando que sim com a cabeça. Apago as suas opiniões.
Porque, para mim, cada um é como cada qual.... Seres únicos com sentimentos´e vivências também eles únicos...
Sobre mim...
Sou uma pessoa dos afectos. De sentimentos. Do coração. Do que me enche a alma e me acaricia o ego.
Sou uma pessoa que vive apaixonada. E nem sei viver de outra forma.
Sou uma pessoa que pensa com o coração. E que vê muito mais do que a vista alcança..
Sou uma pessoa do mundo, mas no fundo só minha...
E assim sou eu...
Cumplicidades...
Se há coisa que preso nas relações humanas é a cumplicidade que se forma e se alimenta...
O não ser necessário dizer o que se pensa, o estar envolvido, o silêncio saudável e que não incomoda, quando todas as palavras possam ser supérfulas.
Gosto das relações assim.
Mas, gosto ainda mais, de ter relações assim.
Da sintonia, da quimica, das ações compartilhadas pelos dois que ficam só entre os dois.
E, nem sempre conseguindo justificar como a mesma "aparece", a verdade é que sinto uma falta imensa quando ela deixa de existir, ou de ser mais evidente. Ainda que tal ocorra por momentos, ou não passe de uma visão distorcida da realidade, que nem sempre os meus olhos conseguem alcançar...
"Cumplicidade vai além do óbvio e dá para perceber quando está envolvido."
Pela manhã começa o dia...
Se há coisa que eu gosto mesmo é acordar sem despertador...
Posso mesmo afirmar que é um bom presságio para me correr bem o dia.
Pelo contrário, quando aquela música, de que até gosto bastante, me interrompe os sonhos, fico logo mal dispostinha e capaz de levar tudo pela frente...
Ultimamente, e graças ás horas a que recolho, tenho que dizer, que ganha a primeira opção. E, verdade seja dita, o dia corre-me muito melhor. Ando mais bem disposta. Menos implicativa. De melhor com a vida. Em suma, mais feliz...
E, quando se junta o útil ao agradável, i.é, quando acordo por mim e a horas "decentes" então as coisas fluem naturalmente, com tempo para tudo.
E, é exactamente desta forma, que gosto de pautar os meus dias. Que se querem calmos. Serenos. Felizes!
23.1.12
Dos bons hábitos que um dia já tive... ( #2)
... e que tento aos poucos recuperar...
Sábado de manhã. Acordar cedo, sem ajuda do despertador. Adiantar o almoço. Despachar. Sair....
Ir até "lá a cima", ás minhas Portas de Mértola.
Parar pelo caminho para tomar o pequeno almoço. Beber cafér no centenário que todos conhecem. Comprar o jornal. Aproveitar este sol de inverno. Ir ver o que resta dos saldos e as novas tendências. Encontrar quem há muito não vejo. Um dedo de conversa aqui, dois ali. Rever velhos amigos. Uma boa companhia. Passear. Olhar para o relógio e ver que ainda falta muito até ao regresso ás lides domésticas. Dar mais uma volta. Encontrar mais alguém. Reviver memórias. Sorrir para o sol que tantas vezes me aquece a alma. Cheirar as castanhas a assar.
Esteve um Sábado e tanto...
E o fim de semana tem tudo para correr muito melhor! E correu muito bem!
Porque, ir ao Sábado de manhã às minhas Portas de Mértola me devolve anos de vida. Me faz esquecer a semana, por vezes contorversa que está a terminar.
E, para ser mesmo perfeito, só faltou mesmo comprar flores frescas. Para mim, claro está, que também mereço!
19.1.12
Das coisas que gosto especialmente....
Gosto mesmo muito que me liguem, em anónimo, pela noite dentro e que... não falem!!!
Tenho um apreço especial por estas pessoas. Desimpedidas. Desocupadas. Despreocupadas. A que lhes falta "um bom par de tomates"...
É que, mesmo sem saberem, tornaram a minha noite muito mais interessante. Se o objectivo era esse estão de parabéns. Conseguiram. Aproveito ainda para dizer que podem continuar. Sempre. Porque sempre que o telefone tocar eu hei-de atender. Podem até nem falar. Mas fica registado. Como bem sabem! E um dia.... bem, um dia, sempre disse a minha mãe, a verdade funciona como o azeite- vem sempre ao de cima. E depois não há desculpas. Nem por isto, nem por aquilo, nem por nada desta vida.
Tenho dito! E... a carapuça serve a quem a quer enfiar!!!
18.1.12
17.1.12
Sobre a velha história....
... do copo meio cheio ou meio vazio...
Existe pessoas que, ao olharem para um copo meio de água o vêm meio vazio. Já outra, conseguem ver o mesmo copo meio cheio.
Uma questão de perspectiva?! Nããããã... uma questão de optimismo!
E eu, que sou uma optimista por natureza NUNCA consegui ver a parte meio vazia do copo... Olho, torno a olhar, e vejo sempre a água que lá resta...
E, por isso, talvez por isso, existem tantas cabeçadas que ainda vou dando... Tantas lágrimas que ainda vou chorando... Tantas decepções que, pelo caminho, vou apanhando.
Mas, é também por isso que vou acreditando. Nas coisas. Nas pessoas. Na magia. Nos objectivos e nos SONHOS...
Porque essa água que ainda resta no copo permite, a mim e a todos os outros, alimentar-me. Dar-me força. Ver mais além. Afinal, todos vivem sem comida, mas ninguém, absolutamente ninguém, vive sem água...
E, tantas mais vezes, a capacidade de encontrar um oásis no deserto é exclusiva de alguns. Dos que o procuram e não raras vezes o acham...
E eu, que continuo a ver a parte meio cheia, acredito que essa parte que resta, ainda que poucas gotas sejam, me vão alimentando e me dão alento.
Porque afinal, o sonho comanda a vida :)
13.1.12
12.1.12
Do beijo de Judas...
Ouvi, pela 1ª vez, esta expressão a uma pessoa por quem tenho uma consideração gigante, aquando desta conversa, e foi claramente "chapa 7"... não poderia ter outra designação que não esta!!!
Eu, que do cimo dos meus 31 anos, achava que, não sabendo tudo, já saberia uma grande parte. Que dificilmente me iria iludir com alguem ou achar que quem é simpático comigo é meu amigo, vejo-me, uma vez mais, a ficar estupefacta. A ficar boquiaberta e completamente sem palavras.
Eu, com a sabedoria que a vida me permitiu ter, achava, muito mal achado, que conseguia separar o trigo do joio e a farejar a kms de distância ou falsos sorrisos.
Eu, que sou uma dura por natureza (e muitas horas de dedicação) achava que ninguem disfarça tão bem ou finge tão mal. Que faço dessa dureza um escudo protector e não o utilizo convenientemente.
A capacidade de me (nos) surpreender (pela negativa) é efectivamente um dom de alguns!
A lição (para mim) é a mesma de sempre: na minha vida entra quem eu quero e permanece quem ocupa o lugar por direito!! E assim, tenho pessoas totalmente insubstituíveis e outras que qualquer "olá", "bom dia", ou mesmo um convite para um cigarro não passam de mera cortesia, porque fretes... ninguém me paga para os fazer!
11.1.12
Dos opostos...
Gosto de opostos...
Dos que, quem julga saber, diz que se atraiem...
Gosto das misturas, da "confusão", de não saber onde começa um e termina o outro.
Gosto de comer doce com salgado, quente com frio...
E dos dias de inverno com sol e dos dias de verão mais friorentos...
Gosto de preto com branco, mas também gosto de preto no branco.
E do fresco da minha casa no verão e do aconchego da mesma no inverno...
Gosto de claro com escuro e de em ondulações em planos...
E de coisas pequenas em coisas grandes...
Gosto de pessoas que são completamente diferentes de mim...
E gosto de sentir saudades quando estou perto!!!!
Dos que, quem julga saber, diz que se atraiem...
Gosto das misturas, da "confusão", de não saber onde começa um e termina o outro.
Gosto de comer doce com salgado, quente com frio...
E dos dias de inverno com sol e dos dias de verão mais friorentos...
Gosto de preto com branco, mas também gosto de preto no branco.
E do fresco da minha casa no verão e do aconchego da mesma no inverno...
Gosto de claro com escuro e de em ondulações em planos...
E de coisas pequenas em coisas grandes...
Gosto de pessoas que são completamente diferentes de mim...
E gosto de sentir saudades quando estou perto!!!!
10.1.12
Sem tempo...
... nem para respirar!!!
E com uma vontade imensa de escrever.... porque quando estou bem é isso mesmo que me apetece!!!
E com uma vontade imensa de escrever.... porque quando estou bem é isso mesmo que me apetece!!!
6.1.12
Do medo...
Nunca, na minha vida, tinha sentido tanto medo de conduzir, como senti ontem...
Um nevoeiro cerrado. Do mais denso que já vi. Que me impossibilitava de ver um palmo à frente dos olhos.
Medo... Muito medo...
Apenas eu e a escuridão. Uma escuridão negra.... tão negra que só parecia o abismo...
Contráriamente ao que por norma acontece, não me cruzo com quase ninguém...
Sinistro... Muito sinistro...
E o medo a aumentar...
Sozinha... Completamente sozinha...
Páro o carro e o medo aumenta. Nem sei muito bem onde parei... Posso estar na berma da estrada, como posso estar no meio da mesma...
Tirei a capa, abri a torneira e chorei como se não houvesse amanhã. Ali, sozinha, em que ninguém me podia ouvir. Chorei de medo. De raiva. Do rebentar da bolha, que por vezes se segura sem saber muito bem como. Choro sem saber o motivo, que de imediato associo ao medo que sinto.
Passado algum tempo, nem sei muito bem quanto, limpo as lágrimas. Respiro fundo. Fumo um cigarro e faço-me à estrada.
Afinal, ainda estou longe do meu destino!
5.1.12
Das coisas que me fazem confusão #9
Não gosto, nem muito, nem pouco, nem nada, de pessoas que falem comigo e não me olhem nos olhos. Para a minha singela pessoa, a ideia que fica é a de que essas mesmas pessoas têm falta de credibilidade para com elas próprias. Não se acreditam e por isso eu também tenho todo o direito de as duvidar...
Até porque, sou acérrima defensora, de que os olhos dizem, em tantas vezes, bem mais do que qualquer palavra que se possa pronunciar. Em todo e qualquer contexto.
E, os meus olhos, são o espelho da minha alma... E, não posso, não quero, nem vou, permitir que eles mintam. Portanto, por isto e só por isto, quem me quiser ver a alma que me olhe nos olhos :)
4.1.12
Da gulosa que existe em mim...
Gula
Para algumas denominações cristãs, é considerado um dos sete pecados capitais. Segundo tal visão, esse pecado também está relacionado ao egoísmo humano: querer ter sempre mais e mais, não se contentando com o que já tem, uma forma de cobiça. Ela seria controlada pelo uso da virtude da temperança. Entretanto, a gula não é considerada um pecado universalmente; dependendo da cultura, ela pode ser vista como um sinal de status.
Eu, aqui me confesso... sou uma gulosa inveterada!!!!
E, não fosse o peso na consciência (e na balança- que é coisa para não me importar muito), era menina para comer assim, de uma vez só um pacote inteiro de gomes- a minha perdição. Ácidas. Muito Ácidas. De preferência marca "continente" (além de muito ácidas também são muito baratinhas)
"A gula é um vício que nunca acaba, e é aquele vício que cresce sempre, quanto mais o homem envelhece."
Dos bons hábitos que um dia já tive... ( #1)
... E que tento, aos poucos, recuperar....
Em tempos passados fui uma acesa frequentadora deste espaço. Por necessidade, mas também por opção. Era um espaço que me agradava. Que me acolhia. Que me reconfortava...
Deixei de lá ir. Por alegada falta de tempo e de necessidade. Porque valores mais altos se levantaram. Porque deixei indevidamente de fazer algumas coisas que me davam muito prazer.
Agora os papéis inverteram-se e necessito voltar urgentemente. Afinal, e mais não seja por isso, tem uma das melhores cafetarias de cidade...
Enquanto isso, arregacei as mangas e "pus as mãos na massa".
Há uma semana atrás deveria ter aí uns 10 livros por ler. Numa pilha que ia crescendo a olhos visto, apenas porque colocava e nunca tirava. Agora a situação inverteu-se. Voltei a devorar ler. E, não conseguindo ainda igualar timings de outrora, a verdade é que neste momento ler 300 páginas em 3 noites é coisa que faço sem sacrifício absolutamente nenhum.
E assim, no aconchego do meu sofá, todas as noites trabalho para diminuir a pilha...
E, uma vez mais, redescobri o bem que ler me faz. E a falta que sentia...
3.1.12
De que cor é a saudade?
"Ele falava de sentimento.
Então, eu perguntei:
— De que cor é a saudade?
Ele me respondeu:
— A saudade tem a cor da pele de quem nos faz falta."
Então, eu perguntei:
— De que cor é a saudade?
Ele me respondeu:
— A saudade tem a cor da pele de quem nos faz falta."
2.1.12
Uma verdadeira prova de esforço...
...é ter isto à minha frente e não lhe tocar.
Porque promessas são promessas!!! E teimosia é teimosia....
Assim, se no próximo Natal ainda aqui estiver (ambos- eu e ele, verde, como eu gosto- a cor que me poderia definir) pode ser que repense... Até lá, não mexe, não toca, não esquece....
Das coisas que me fazem confusão #8
Ou melhor, das coisas que seria incapaz de fazer: viver à margem de mim mesma.... viver uma vida que não é a minha, com sonhos que não tive, com objectivos que não tracei, com planos que não os meus, com metas que não idealizei...
Por isso, quem procura em mim, ou quem espera encontrar, uma pessoa traçada por si, feita à sua forma e medida, desengane-se...
Porque eu sou mesmo assim. Real com os meus defeitos e com as minhas qualidades. E não me transformo no sonho de ninguém...
Por tudo isto, também não espero encontrar nos outros uma projecção de mim. Do que imagino como ideal. Procuro, isso sim, entendê-los à sua meneira. Na medida do que são e não do que eu gostaria que fossem.
E, se isto nem sempre é uma tarefa fácil, a verdade é que assim deixa de existir margem para enganos e desenganos.
Também por isto, não compreendo e faz-me uma confusão danada, quem vive uma vida que não a real. Sem objectivos e sem metas. Em que cada dia é apenas isso, um dia mais. E em que o verbo viver se confunde, de uma forma dantesca, com o verbo sobreviver!!!
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