30.11.11
29.11.11
Obrigada*
Quando agora abri este blog era para colocar um post diferente mas depois, como em muito pouca coisa na vida (infelizmente) existem factores muito bons que nos fazem mudar de opinião.
Como já escrevi e disse a quem me perguntou, tenho um blog porque sim, porque gosto de escrever e porque esta paixão pela escrita faz parte de mim desde que me conheço.
Dependendo dos dias e dos estados de espiríto assim eu escrevo. Sobre mim. Sobre os outros. Sobre tudo. Sobre nada.
Exorciso aqui as minhas "mágoas", as minhas saudades e, por vezes, o que me tira o sono.
Não utilizo o blog para chegar a ninguém. Felizmente algumas pessoas utilizam o meu blog para chegarem a mim. Não que haja necessidade de declarações, mas a verdade, em boa verdade, aquece-me o coração. E deixa-me muito feliz. Reconforta-me. Porque me fazem ter certezas absolutas de que existem "coisas" e sentimentos que são mesmo para a vida.... E fazem-me sentir especial. Pelo menos para essas pessoas, que, não dando a cara dão o nome. E, ainda que não o dessem, eu saberia tim tim por tim tim quem eram...
Ler comentários como:
"Nada acontece por acaso (...) porque aliás até temos muitos gostos em comum (...) Tenho saudade.. do teu sorriso, de conversar contigo, da tua presença, dos dias em que não sorris, de tudo o que me ensinaste, da oportunidade que me foi dada, das tuas repreensões, afinal fazem falta, assim como do teu elogio, (...), de apreender mais, CONTIGO. Obrigada por ter me teres permitido fazer um pouco parte de ti e da tua vida. És a melhor."
"Tenho inveja dos que podem estar contigo todos os dias..."
"E sempre que precisares estou aqui... "
"E se a ti te custou ao inicio acordar uma hora mais cedo a nós nos custou chegar lá e não ter vermos ou não termos a caixa de email cheia, sim porque até ai sentimos a tua falta... "
"Quando a saudade não cabe no peito, transborda nos olhos... "
"A distância pode causar saudades... mas nunca o esquecimento !!!!!!!! "
"Obrigada por tudo!"
"As vezes sinto falta...falta de ti, sempre. "
"É essa bomba...esse coração ao pé da boca..que te faz ser o que realmente és.. PERFEITA para mim <3 "
E estes são só alguns... E o meu coração, de ferro mas tamanho do mundo, transborda de felicidade. E penso, uma vez mais, que existem gestos, simples, muito simples, que dão outro colorido à vida... Os vossos gestos, transcritos nas vossas palavras, à minha vida!
Por todos estes motivos, ainda que se de motivos necessitasse, vejo-me na "obrigação" de vos deixar um obrigada muito muito grande. Para vocês, que são especiais, e sabem bem quem são!!!! E que o hão-de ser para sempre (haja o que houver)*****
Dez coisas que me fazem gostar muito de viver no Alentejo
1) Demoro menos tempo a fazer os 80 KMs que me separam do meu local de trabalho do que algumas pessoas que vivem ou trabalham num grande centro urbano demoram a fazer 1/10 destes!
2) Um café custa 0.60€;
3) O cheiro a lareira, que invade os céus, no Inverno;
4) A proximidade física: pouco mais de uma hora de Lisboa, o mesmo para Espanha, o mesmo para o Algarve e o mesmo para a (minha) Costa Alentejana;
5) O "é já ali", mesmo que o ali seja a alguns quilometros de distância;
6) Porque os miudos não crescem a achar que o leite "nasce" nos pacotes;
7) O pão alentejano. Não existe outro igual no mundo (e não sou só eu que o digo);
8) Porque se respira liberdade e se sente uma serenidade absoluta;
9) Porque se come mesmo muito bem;
10) Pela simpatia que transborda das gentes que aqui fez vida e pela forma de receber como não vi em outro local;
E depois...
E depois há comentários assim "Tenho inveja dos que podem estar contigo todos os dias... E isso faz-me tanta falta... " que são suficientes para me aumentar o ego e para me deixar muito feliz. Afinal não passámos só por passar. Deixamos um pouco de nós e levámos muito dos que se tornaram especiais. Também me fazes muita falta... Miss Y baby*****
28.11.11
25.11.11
A coisa afinal vai-se dar....
Afinal, não precisei de me armar em peixeira...
Nem de rodar a bahiana que há em mim...
Para a semana a coisa dá-se. É isso e 8h de jejum...
É de manhã, menos mal....
24.11.11
Se o pai natal andar por aí...
... que fique a saber que estou muito necessitada disto:
E que a única condição que imponho é que funcione a vapor....
E até pode mesmo ser igual ao da imagem, ou seja, igual ao meu ex. Fomos muito felizes juntos durante anos mas agora, infelizmente, a nossa cumplicidade chegou ao fim :(.....
Quem espera desespera...
Só para vos recordar que continuo a aguardar...
E que um dia destes, na falta de um C muito grande, me armo em peixeira....
O tempo urge meus amigos e eu tenho prazo de validade!!!!
E que um dia destes, na falta de um C muito grande, me armo em peixeira....
O tempo urge meus amigos e eu tenho prazo de validade!!!!
Ninguém é de ferro...
workaholic |uorcaólique|
(palavra inglesa)
(palavra inglesa)
Que ou quem é viciado no trabalho ou trabalha compulsivamente.
Diz a sabedoria popular que "no melhor pano caí a nódoa" ou então que "telhados de vidro todos nós temos".E eu, não poderia concordar mais.
A verdade é que eu sempre presei a minha liberdade após horário do expediente. Sempre deixei o trabalho no trabalho. Sempre defendi que quem não faz o que tem para fazer nas horas contratadas não é bom profissional. Mais, para além de sempre defender isso, tambem sempre o tentei incutir nos outros da mesma forma que sempre critiquei os que agiam de forma totalmente oposta.
O tempo passa, as responsabilidades crescem, e nós modificamo-nos.
Queremos provar (ainda que ninguém o reconheça) que somos capazes. Que estamos sempre online. Que no dia seguinte somos sempre melhores do que no dia anterior. A verdade é que isto é uma grande mentira, em que no fundo só nos engana a nós próprios.
Queremos provar (ainda que ninguém o reconheça) que somos capazes. Que estamos sempre online. Que no dia seguinte somos sempre melhores do que no dia anterior. A verdade é que isto é uma grande mentira, em que no fundo só nos engana a nós próprios.
Porque ao trabalhar por nós e pelos outros, ainda que os outros não sejam mais do que uma figura imaginária, ao querermos demonstrar que "aguentamos" este mundo e o outro, o maior mal que estamos a fazer é para nós próprios. Porque também a nossa corda parte. Também nós cedemos. Também havemos de chegar a um dia que o milagre da multiplicação (das horas do dia) é substancialmente diferente do milagre da multiplicação dos pães.
Eu, que sempre afirmei que.... agora não existe uma única noite em que antes de me deitar a rotina não passe por ir "dar uma olhadela" ao email... E o pior são as desculpas que sucessivamente arranjo para o fazer: ou porque tenho qualquer coisa pendente, ou porque o email pode encher, ou porque assim consigo organizar melhor o próximo dia, ou por isto, ou ainda por aquilo. E depois, quando desligo o pc penso... e acho que não o deveria ter feito, mas a verdade é que no dia seguinte tudo se repete... E, nem nas férias passo mais do que 2 dias sem "picar o ponto". E, ainda por cima, porque a minha função assim o exige, estou contactável 24 horas por dia....
Eu, que sempre afirmei que... levo trabalho para casa, adianto coisas, oriento outras....
Eu, que sempre afirmei que... levo trabalho para casa, adianto coisas, oriento outras....
Acredito que a empresa para a qual trabalho incute isto em cada um de nós. Porque é prática comum... Porque todos o fazem...
E um dia destes, a maior parte de nós terá que fazer uma desintoxição do trabalho... Porque existe vida para além do trabalho... Porque me pagam 40 horas por semana e nem mais um tostão.... Porque, volto a afirmá-lo, ninguém, absolutamente ninguém, é de ferro...
23.11.11
Da capa de papelão...
Diz-se por aí que há quem tenha um coração de papelão. Porque é bonito de dizer (ou não). Porque soa bem. Porque faz parte de uma música romântica. Porque sim. Ou porque não...
Já eu, não tenho um coração de papelão, mas sim uma capa. Que, por vezes, me cobre completamente. Em outras, desfaz-se... qual papel quando apanha água...
Eu, que tenho a "fama" de durona, de má, de intolerante, de intranscendente. Eu, que, assumo, faço transparecer essa imagem. Que não dou muitas abébias a quem não conheço. Que não sorrio. Que sou de poucas conversas.
Mas eu, também tenho os meus pontos fracos. Também fico desarmada se a capa caí. Também choro (e muito). Também tenho os meus momentos muito maus. Também sou sensível. Também penso primeiro nos outros. Também preciso de uns braços para me apertem forte. Também preciso de um colo. Também preciso de um ombro para ficar aninhada. Também eu, quando a capa caí, sou humana... Mais humana do que muito boa gente que anda sempre com um sorriso rasgado na cara...
21.11.11
Dos sabores de uma vida...
Da mesma forma que existem músicas que quando as ouço me recordo de um momento em específico da minha vida ou de uma pessoa, também existem sabores que me transportam para alturas exactas e não necessariamente aquelas em que "o" saboreei pela 1ª vez.
O Licor Beirão é um deles. Sempre que sinto um travo a licor beirão lembro-me imediatamente das noites loucas em Castro. Das loucuras que fazíamos, em que éramos uns inconscientes e chegávamos a colocar em risco a própria vida. Em que dançávamos até o sol nascer. Em que ríamos. Dizíamos asneiras. Conhecíamos toda a gente. Fazíamos parvidades.Éramos felizes.
O queijo frito é outro exemplo. Sempre que vou "aquele" restaurante faz parte dos meus pedidos obrigatórios. E, não sendo necessariamente igual, até porque o outro era assado, o sabor a queijo com orégãos leva as minhas memórias de imediato para terras de Vera Cruz. Lá, para o outro lado do Oceano. Lá, para onde eu queria tanto regressar.
Um outro exemplo é o sabor a Canela. E como eu gosto de canela... Em casa dos meus pais é esse o sabor das reuniões de família. Dos doces que a minha mãe tão carinhosamente faz. Das sobremesas que lhe nascem das mãos, com uma naturalidade impressionante, de quem nasceu para isso. Para adoçar a boca aos que lhe são queridos. Do gosto com que leva horas "agarrada aos tachos" só porque sim.... Do arroz doce que, nunca se esquece, ser uma das minhas sobremesas preferidas.
E o sabor a linguiça assada lembra-me a casa da minha avó, mais concretamente o Natal. E o Natal em casa da minha avó é qualquer coisa.... Que não existem palavras para explicar. E que todos sabemos estar em contagem decrescente...
Depois existe todo um sem número de outros sabores. Que me reavivam memórias. Me trazem a saudade. Me deixam melancólica. Um sem número de outros sabores que me definem. Enquanto pessoa. E enquanto gulosa inveterada...
18.11.11
Das coisas que me fazem confusão #6
Pessoas Previsíveis
Mais do que me fazer confusão, não gosto de pessoas que não têm a capacidade de surpreender.
De pessoas que nunca inovam.
Que se acomodam.
Sem graça.
Que nunca chamam a atenção.
Que passam entre a chuva.
Que têm uma vida mais ou menos.
Que não têm a capacidade de cativar.
Pessoas recalcadas.
Sem argumentos nem capacidade para tal.
Pessoas que se limitam a dizer "eu também" sem acrescentar valor algum.
Que, no final de contas e por poucas palavras, andam cá só para ver andar os outros.
Depois existem sempre as outras pessoas, aquelas que "perderam" a capacidade de nos surpreender. Porque o relacionamento mudou. Porque os sentimentos se alteraram. Ou então simplesmente porque nós perdemos a capacidade de nos deixar surpreender...
Que, no final de contas e por poucas palavras, andam cá só para ver andar os outros.
Depois existem sempre as outras pessoas, aquelas que "perderam" a capacidade de nos surpreender. Porque o relacionamento mudou. Porque os sentimentos se alteraram. Ou então simplesmente porque nós perdemos a capacidade de nos deixar surpreender...
Estas últimas não me fazem confusão. Umas vezes incomodam-me. Noutras são-me indiferentes. Em outras ainda apenas me deixam triste...
Sobre a felicidade...
E ás vezes eu preciso de tão pouco para ser feliz: a minha casa, esse eterno e verdadeiro porto de abrigo, a minha lareira acesa, um bom livro, umas meias quentinhas e uma chávena de chá a fumegar... Nada mais... E fico assim.... horas e horas sem fim... noites e noites seguidas. E gosto... E amo de verdade...
16.11.11
Recadinho para os senhores do SNS
Estou deseperadamente à espera da porcaria de uma assinatura e de um carimbo para fazer um exame cujo resultado pode, ou não, mudar o rumo da minha vida. Por isso, só por isso, já punham tinta na caneta e assinavam o dito papelinho.
E, para o caso de não terem reparado, fica o alerta: a requisição tinha assinalada a opção de URGÊNCIA. Só mesmo para o caso de não terem reparado neste promenor!!!
15.11.11
Morrer na praia pode ser...
... por exemplo, ficar sem gasóleo a 50 metros da bomba!
Obrigada meu deus por me fazeres fazer, passo a redundância, tais figuras... Obrigada ainda mais por me permitires ter amigos que deixam o que estão a fazer para me ir "salvar"...
Das dificuldades que é ser-se mulher...
E eu, que andei uma série de anos a maldizer o bendito TPM, a chamar-lhe todos os nomes e mais alguns, agora dou por mim a sentir uma falta terrível desta altura do mês, daquela altura que eu utilizava, tantas vezes, para justificar o meu mau humor ou mesmo o meu feitiozinho difícil, difícil. ... E (ainda) só vamos no 2º mês...
Já aprendias miuda, já aprendias...
... que se beber daquele café das máquinas que existem no teu local de trabalho te faz ficar indisposta resolvias isso fácil, fácil.... simplesmente deixavas de beber!!!
E era tudo tão mais fácil....
14.11.11
Das coisas que me fazem confusão #5
O título deste post poderia muito bem ser "das coisas que me deixam com os nervos em franja", "das coisas que não tolero" ou ainda "das pessoas sem sal".
Atrasos.
Detesto atrasos.
Detesto pessoas que fazem dos atrasos um modo de vida.
E não consigo compreender porque motivo as pessoas sabem que tem uma determinada coisa marcada a uma determinada hora e se arrastam no tempo, como se fizessem de propósito, para não chegar a horas. Aliás, tenho mesmo a certeza de que fazem de propósito. De que dormem todas as noites com a consciência de que os outros têm que esperar, porque eles chegarão, no tempo deles, que pelos vistos é mesmo só deles.
Eu, que detesto esperar, também não gosto nem um pouco de fazer esperar. Aliás, ainda gosto muito menos que tenham que esperar por mim. É coisa que a acontecer é mais do que suficiente para me deixar o resto do dia "mal disposta" (...como se isso fosse muito difícil...)!!!
Um exemplo bem claro disso são as consultas. Ou melhor, a espera pelas consultas. Porque motivo se marca uma consulta para as 12:00 e quando se chega ao local a pessoa que tinha consulta ás 10:00 ainda não foi atendida?!
Será que o estatuto que estes "doutores" têm lhe aufere o direito de interferirem no tempo da vida dos outros?!
Imprevistos acontecem a qualquer um, por isso qualquer um não está livre de se atrasar uma ou outra vez, agora sempre, todos os dias, uma e outra vez, é demais....
Não me acontece com regularidade, mas a muitas pessoas, com a agenda preenchida ao minuto, quaisquer 10 minutos de atraso pode significar deixar coisas pendentes. 10 minutos podem representar um atraso significativo em outros projectos.
Eu conheço algumas pessoas assim. Que se atrasam só porque sim. Porque lhes apetece ficar mais 5 minutos na cama. Porque o leite está demasiado quente (um dia e outro e outro...|e já aprendiam a apagar o fogão mais cedo ou a por menos potência no microondas|) e por isso demoram mais a tomar o pequeno almoço, porque não encontravam os sapatos que queriam (por isso antes de ir dormir deixo tudo arranjado para vestir no outro dia), porque ameaçava chover e então acharam melhor apanhar a roupa (existe o site da meteorologia, que também serve para isso), porque sim (Grrrr). Só porque sim...
Depois também conheço as outras. Aquelas como eu. Que gostam de ser pontuais. Que não inventam desculpas para desculpar o óbvio. Que utilizam um relógio no pulso que não está certo apenas duas vezes por dia, apenas para parecer bem.
Faz-me confusão, não consigo compreender e estou-me nas tintas para as desculpas que se possam dar. Os atrasos são efectivamente uma forma de estar na vida. Nalgumas vidas. Não na minha, que preso muito a pontualidade Britânica.
Atrasos.
Detesto atrasos.
Detesto pessoas que fazem dos atrasos um modo de vida.
E não consigo compreender porque motivo as pessoas sabem que tem uma determinada coisa marcada a uma determinada hora e se arrastam no tempo, como se fizessem de propósito, para não chegar a horas. Aliás, tenho mesmo a certeza de que fazem de propósito. De que dormem todas as noites com a consciência de que os outros têm que esperar, porque eles chegarão, no tempo deles, que pelos vistos é mesmo só deles.
Eu, que detesto esperar, também não gosto nem um pouco de fazer esperar. Aliás, ainda gosto muito menos que tenham que esperar por mim. É coisa que a acontecer é mais do que suficiente para me deixar o resto do dia "mal disposta" (...como se isso fosse muito difícil...)!!!
Um exemplo bem claro disso são as consultas. Ou melhor, a espera pelas consultas. Porque motivo se marca uma consulta para as 12:00 e quando se chega ao local a pessoa que tinha consulta ás 10:00 ainda não foi atendida?!
Será que o estatuto que estes "doutores" têm lhe aufere o direito de interferirem no tempo da vida dos outros?!
Imprevistos acontecem a qualquer um, por isso qualquer um não está livre de se atrasar uma ou outra vez, agora sempre, todos os dias, uma e outra vez, é demais....
Não me acontece com regularidade, mas a muitas pessoas, com a agenda preenchida ao minuto, quaisquer 10 minutos de atraso pode significar deixar coisas pendentes. 10 minutos podem representar um atraso significativo em outros projectos.
Eu conheço algumas pessoas assim. Que se atrasam só porque sim. Porque lhes apetece ficar mais 5 minutos na cama. Porque o leite está demasiado quente (um dia e outro e outro...|e já aprendiam a apagar o fogão mais cedo ou a por menos potência no microondas|) e por isso demoram mais a tomar o pequeno almoço, porque não encontravam os sapatos que queriam (por isso antes de ir dormir deixo tudo arranjado para vestir no outro dia), porque ameaçava chover e então acharam melhor apanhar a roupa (existe o site da meteorologia, que também serve para isso), porque sim (Grrrr). Só porque sim...
Depois também conheço as outras. Aquelas como eu. Que gostam de ser pontuais. Que não inventam desculpas para desculpar o óbvio. Que utilizam um relógio no pulso que não está certo apenas duas vezes por dia, apenas para parecer bem.
Faz-me confusão, não consigo compreender e estou-me nas tintas para as desculpas que se possam dar. Os atrasos são efectivamente uma forma de estar na vida. Nalgumas vidas. Não na minha, que preso muito a pontualidade Britânica.
Das coisas que me aumentam o ego #1
ego |é|
(latim ego, eu)
s. m.
1. [Psicologia] Na teoria freudiana, a personalidade psíquica do indivíduo, de que este está consciente e que exerce a função de controlo sobre o seu comportamento.
2. Núcleo da personalidade do indivíduo.
3. Conceito que o indivíduo tem de si mesmo.
4. Consideração ou apreço exagerado que alguém tem por si mesmo.
Existem diversos acontecimentos que me aumentam o ego.
Voltar lá, ao ponto de partida, e ser carinhosamente acolhida, a pergunta constante "quando voltas?", as saudades que teimam em dizer sentir, as palavras de carinho, os olhares de resignação, a falta que dizem notar, novamente a constante pergunta "quando voltas?" é um desses acontecimentos.
(latim ego, eu)
s. m.
1. [Psicologia] Na teoria freudiana, a personalidade psíquica do indivíduo, de que este está consciente e que exerce a função de controlo sobre o seu comportamento.
2. Núcleo da personalidade do indivíduo.
3. Conceito que o indivíduo tem de si mesmo.
4. Consideração ou apreço exagerado que alguém tem por si mesmo.
Existem diversos acontecimentos que me aumentam o ego.
Voltar lá, ao ponto de partida, e ser carinhosamente acolhida, a pergunta constante "quando voltas?", as saudades que teimam em dizer sentir, as palavras de carinho, os olhares de resignação, a falta que dizem notar, novamente a constante pergunta "quando voltas?" é um desses acontecimentos.
Aumenta-me o ego, reconforta-me a alma e deixa-me com a certeza de que não me limitei a passar por lá. Que lá deixei uma parte de mim..
E que um dia lá hei-de voltar....
13.11.11
12.11.11
11.11.11
10.11.11
...
E hoje na rádio diziam mais ou menos o seguinte "mas porque raio é notícia um cão morder um homem?? Notícia, notícia é um homem morder um cão". E esta é daquelas que primeiro se estranha mas depois se entranha. E a mim aconteceu-me exactamente isso.
Se de início fiquei atónita, rapidamente percebi que é assim mesno, mais não seja em termos analógicos.
Que de pequenas coisas fazemos grandes festas, grandes alaridos, quando elas são assim porque têm que ser, porque assim é a sua natureza...
Já de outras, daquelas que são grandes feitos, passamos ao lado. Aqui, ali e em todo o lugar.
Estranho mundo este...
9.11.11
Prova dos nove...
Porque, por vezes, a diferença entre o sim e o não, entre o agora e o depois, entre o vale a pena e o não vale a pena, entre os prejuízos e os lucros, é tão ténue temos que fazer a prova dos nove...
E depois, percebemos que umas vezes tinhamos razão, em outras nem por isso...
Compreendemos que nem sempre estamos certos, mas também nem sempre estamos errados....
Que por vezes somos a pessoa certa no local exacto. Em outras vezes continuamos a ser a pessoa certa, apenas estamos na hora errada...
E que para tudo na vida (por vezes) basta querer. E com vontade (quase) tudo se consegue...
Que por vezes somos a pessoa certa no local exacto. Em outras vezes continuamos a ser a pessoa certa, apenas estamos na hora errada...
E que para tudo na vida (por vezes) basta querer. E com vontade (quase) tudo se consegue...
Sobre os dias...
Há dias em que um valente dilúvio não interfere no nível das águas...
Já em outros, uma simples gota é capaz de fazer transbordar um oceano inteiro...Hoje é o dia...
8.11.11
Das voltas que a vida dá, ou das voltas que damos nela....
Quando há oito meses atrás me colocaram uma proposta profissional em cima da mesa fiquei apreensiva. Se por um lado o aceitar dessa proposta iria dar uma volta à minha vida, por outro era o reconhecimento do meu trabalho.
Depois de muito pensar, de tentar obter a opinião das pessoas que me são chegadas, de verificar as vantagens e desvantagens, decidi aceitar. A verdade é que, ainda que inconscientemente, aceitei logo desde o início. Desde o 1º minuto.
Desde então passei a sair uma hora mais cedo de casa e a chegar uma hora mais tarde. E só eu e deus sabemos o que no início me custou esta hora a menos de manhã....Porque, tendo eu uma paixão confessa por dormir, uma das coisas que me custou mais foi o facto de passar a fazê-lo menos. E assim foi. E assim continua a ser.
Sair de casa, passar pelo café e 10 minutos depois estar no trabalho era efectivamente um previlégio que tinha e do qual tenho imensas saudades.
Sair de casa e fazer 80 Kms para chegar ao trabalho é, efectivamente, uma consequência da escolha que fiz. Na verdade, eu que até nem era muito instrospectiva passei a fazê-lo com uma frequência enorme. 160 Kms por dia, que se traduzem em duas horas, que eu tenho só para mim. Sozinha. Para pensar sobre as coisas. Para pensar nas coisas. E ás vezes sabe-me bem. Em outras nem por isso...
Depois, o facto de em tantos dias ter a possibilidade de assistir ao nascer e ao por do sol é outra coisa que me deixa com muito mais ânimo. Ainda que os mesmos me dificultem em muito a condução, é um facto é que se tivesse continuado onde estava não tinha a possibilidade de observar estes fenómenos com tanta frequência.
Como em tudo na vida esta opção fez com que algumas pessoas ficassem pelo caminho. Umas, as que são realmente importante continuam a estar lá sempre. Ás sextas, que continuam a ser as nossas noites. As noites em que nos revemos, em que contamos a semana que acabou de passar, em que reavivamos memórias, combinamos jantares, bebemos minis, conversamos. Ás vezes simplesmente conversamos...
Por outro lado esta opção também trouxe novas pessoas para a minha vida. Umas que permitiram que a minha integração fosse feita de forma saudável. Outras, que volvidos 8 meses desde a minha chegada ainda continuam a ser um entrave, continuam a agir qual velho do Restelo. Também aqui, como em todos os locais por onde passei conheci pessoas que passaram a fazer parte da minha vida e que um dia quando eu for, porque um dia hei-de ir, irão continuar a acompanhar-me exactamente como as outras, como as de 6ª feira. Ainda que muitas só na memória, naquela que teimo em não apagar.
O facto de ter arriscado, de ter saído do meu ninho, da minha zona de conforto, de ter em cada dia um desafio diferente (e há dias mesmo muito maus) não fez de mim melhor pessoa, mas permitiu-me lidar com adversidades até então desconhecidas. E por isso, só por isso, já valeu a pena!!!
Depois de muito pensar, de tentar obter a opinião das pessoas que me são chegadas, de verificar as vantagens e desvantagens, decidi aceitar. A verdade é que, ainda que inconscientemente, aceitei logo desde o início. Desde o 1º minuto.
Desde então passei a sair uma hora mais cedo de casa e a chegar uma hora mais tarde. E só eu e deus sabemos o que no início me custou esta hora a menos de manhã....Porque, tendo eu uma paixão confessa por dormir, uma das coisas que me custou mais foi o facto de passar a fazê-lo menos. E assim foi. E assim continua a ser.
Sair de casa, passar pelo café e 10 minutos depois estar no trabalho era efectivamente um previlégio que tinha e do qual tenho imensas saudades.
Sair de casa e fazer 80 Kms para chegar ao trabalho é, efectivamente, uma consequência da escolha que fiz. Na verdade, eu que até nem era muito instrospectiva passei a fazê-lo com uma frequência enorme. 160 Kms por dia, que se traduzem em duas horas, que eu tenho só para mim. Sozinha. Para pensar sobre as coisas. Para pensar nas coisas. E ás vezes sabe-me bem. Em outras nem por isso...
Depois, o facto de em tantos dias ter a possibilidade de assistir ao nascer e ao por do sol é outra coisa que me deixa com muito mais ânimo. Ainda que os mesmos me dificultem em muito a condução, é um facto é que se tivesse continuado onde estava não tinha a possibilidade de observar estes fenómenos com tanta frequência.
Como em tudo na vida esta opção fez com que algumas pessoas ficassem pelo caminho. Umas, as que são realmente importante continuam a estar lá sempre. Ás sextas, que continuam a ser as nossas noites. As noites em que nos revemos, em que contamos a semana que acabou de passar, em que reavivamos memórias, combinamos jantares, bebemos minis, conversamos. Ás vezes simplesmente conversamos...
Por outro lado esta opção também trouxe novas pessoas para a minha vida. Umas que permitiram que a minha integração fosse feita de forma saudável. Outras, que volvidos 8 meses desde a minha chegada ainda continuam a ser um entrave, continuam a agir qual velho do Restelo. Também aqui, como em todos os locais por onde passei conheci pessoas que passaram a fazer parte da minha vida e que um dia quando eu for, porque um dia hei-de ir, irão continuar a acompanhar-me exactamente como as outras, como as de 6ª feira. Ainda que muitas só na memória, naquela que teimo em não apagar.
O facto de ter arriscado, de ter saído do meu ninho, da minha zona de conforto, de ter em cada dia um desafio diferente (e há dias mesmo muito maus) não fez de mim melhor pessoa, mas permitiu-me lidar com adversidades até então desconhecidas. E por isso, só por isso, já valeu a pena!!!
6.11.11
4.11.11
E não poderia concordar mais...
“Existem nas recordações de todo homem coisas que ele só revela aos amigos. Há outras que não revela mesmo aos amigos, mas apenas a si próprio, e assim mesmo em segredo. Mas também há, finalmente, coisas que o homem tem medo de desvendar até a si próprio...”
Pela boca morre o peixe... e ás vezes nós também!
Isto de sofrer por antecipação é coisa que até então não me dizia quase nada. Sou mais de deixar andar. De "depois logo se vê". De viver um dia de cada vez. Ás vezes no limite. Em outras na pacatez de uma imensa calmaria. De saborear cada momento. De aproveitar. De não pensar muito (em boa verdade de simplesmente não pensar) nos prós nem nos contras. Mas há um dia (há-de haver sempre um maldito dia) em que somos apanhados na curva. Em que começamos a pensar no depois e a sofrer por antecipação. Em que morremos pela boca, tal e qual como se de um peixe nos tratássemos....
Eu ando mais ou menos assim. E por isso já sinto uma falta imensa daquele lugar de que tantas vezes mal-disse. Que tanto me fez espernear. Que tanta solidão me causou.
Mas, não obstante tudo isto, cada vez que nos juntamos lá todos é impensável não pensar que já estamos em contagem muito decrescente. Que falta muito pouco tempo. Que mais meia dúzia de vezes e depois cada um vai ás suas vidas.
Porque a cumplicidade que se cria, as asneiras que se fazem, as partidas que vamos pregando uns aos outros, o piri piri ás carradas, os bolos desfeitos, as gargalhadas, o stress, e tudo o resto, são coisas que fazem os nossos dias (as noites, para ser sincera) muito melhores.
Os jantares fora de horas (quando sobra alguma coisa para jantar e sítio para o fazer), as restrições que eu imponho de quem pode, ou não, entrar naquele espaço de 3 metros quadrados de que me fiz proprietária, o meu nome dito mil vezes, 999 das quais a gritar, o milagre de esticar quando vemos que está mesmo no limite, os "calmas" que alguém faz questão de repetir até à exaustão, a rotina. Sempre a mesma rotina. Sejam 10 ou sejam 100. Para nós já é igual. De olhos fechados. E corre sempre tudo bem. Porque nos empenhamos. Porque no fundo todos gostamos daquilo e todos vamos ter saudades.
E, até ao fim, até ao último dia, este será sempre o nosso tema de conversa. Está quase. E, enquanto o quase vai durando, o melhor mesmo é abrir outra garrafa de vinho. Branco. Sempre branco. Fresco. Sempre fresco. E esperar. Esperar enquanto a música vai tocando bem alto (tão alto por vezes). E enquanto eles, alheios à nossa "dor", se vão divertindo. Porque é para isso que lá estão. E nós também...
Eu ando mais ou menos assim. E por isso já sinto uma falta imensa daquele lugar de que tantas vezes mal-disse. Que tanto me fez espernear. Que tanta solidão me causou.
Mas, não obstante tudo isto, cada vez que nos juntamos lá todos é impensável não pensar que já estamos em contagem muito decrescente. Que falta muito pouco tempo. Que mais meia dúzia de vezes e depois cada um vai ás suas vidas.
Porque a cumplicidade que se cria, as asneiras que se fazem, as partidas que vamos pregando uns aos outros, o piri piri ás carradas, os bolos desfeitos, as gargalhadas, o stress, e tudo o resto, são coisas que fazem os nossos dias (as noites, para ser sincera) muito melhores.
Os jantares fora de horas (quando sobra alguma coisa para jantar e sítio para o fazer), as restrições que eu imponho de quem pode, ou não, entrar naquele espaço de 3 metros quadrados de que me fiz proprietária, o meu nome dito mil vezes, 999 das quais a gritar, o milagre de esticar quando vemos que está mesmo no limite, os "calmas" que alguém faz questão de repetir até à exaustão, a rotina. Sempre a mesma rotina. Sejam 10 ou sejam 100. Para nós já é igual. De olhos fechados. E corre sempre tudo bem. Porque nos empenhamos. Porque no fundo todos gostamos daquilo e todos vamos ter saudades.
E, até ao fim, até ao último dia, este será sempre o nosso tema de conversa. Está quase. E, enquanto o quase vai durando, o melhor mesmo é abrir outra garrafa de vinho. Branco. Sempre branco. Fresco. Sempre fresco. E esperar. Esperar enquanto a música vai tocando bem alto (tão alto por vezes). E enquanto eles, alheios à nossa "dor", se vão divertindo. Porque é para isso que lá estão. E nós também...
3.11.11
Da profissão que escolhi (mas que não é a minha)...
Quando tinha 18 anos e achava que o mundo era perfeito, justo e honesto, escolhi ser psicóloga.
A psicologia não "nasceu" por nenhum motivo em especial, nem de nenhum episódio em concreto. Nunca na minha vida fui ao psicólogo. Na altura não tinha amigos psicólogos. Não existia nenhuma série onde a psicologia fosse rainha e senhora. Todo e qualquer contacto que até então tinha tido com a psicologia tinha sido no 12º ano, na forma de uma disciplina, obrigatória, na área que escolhi.
Assim, até cheguei mesmo a pensar que afinal foi a psicologia que me escolheu e não eu que a escolhi a ela.
Na altura que entrei para a universidade, e com o decorrer do curso, tive a certeza de que tinha feito a escolha certa. Andava apaixonada por "aquilo" e a cada dia que passava, a cada nova cadeira, mais esse sentimento crescia.
No início do século, quando chegou a altura de ir estagiar, de colocar em prática tudo o que ao longo de 4 anos tinha aprendido, comecei a ficar apreensiva. A julgar que na teoria é tudo muito bonito mas na prática as coisas não são bem assim. O meu erro, talvez, tenha sido ir trabalhar com crianças. Com crianças de meios sociais tão distintos e que, por esse motivo, a minha presença nem sempre era "bem vinda". Se, para os mais desfavorecidos eu representava uma "oportunidade", já para aqueles cujos pais tinham o Dr antes do nome as coisas não funcionavam bem assim. Porque dizer a uns pais médicos que o filho sofria de autismo era como que presenciar a minha sentença de morte... Eu, uma miudita a dizer tal coisa, a fazer tal diagnóstico, impensável para aqueles pais...
Por volta desta altura comecei a perceber que o mundo talvez não fosse tão honesto como os meus olhos cor de mel o viam... Desiludi-me com as pessoas e com a profissão que eu tinha escolhido, ou que me tinha escolhido a mim...
Guardo, no entanto, desses anos, a certeza de que estiveram entre os melhores da minha vida. Também sei que o estágio foi, apesar de tudo, uma grande experiência profissional que tive e terminei-o com a certeza de dever cumprido.
E, se dúvidas tivesse, para o comprovar, ainda no outro dia, encontrei algumas miudas, na altura crianças, que acompanhei. Continuam a sorrir. A correr para mim. A pedirem para "falar um bocadinho, como antes fazíamos". E eu continuo a sentir o coração pequeno. Apertado. Com uma vontade enorme de as voltar a ouvir. De lhes dar atenção. De lhes dar o que não tinham em casa e que dinheiro nenhum no mundo pode comprar. Cruzo-me, amíude, com umas e com outras. E a sensação é sempre a mesma. De regressão, para aquela época em que um simples sorriso me fazia ganhar o dia.
Tudo isto a propósito de um artigo que li recentemente sobre "o lado negro dos divãs dos psicólogos". Li e não gostei. Porque as pessoas continuam a achar que vão encontrar fórmulas mágicas no dito divã. Porque as pessoas continuam a achar que todo o esforço tem que vir dos psicólogos e não das próprias. Quando a psicologia é tão mais do que isso. Quando se continua a julgar que são meia dúzia de "drogas" que lhe vão varrer os problemas da alma. Quando, em pleno século XXI, se continua a achar que não existem recalcamentos que podem mudar a nossa vida para sempre. E que devem ser ultrapassados. E que tem que ser ultrapassados. E enquanto as pessoas não se consciencializarem de que toda e qualquer ajuda tem que vir delas próprias. Sobretudo com força de vontade, todos os divãs vão continuar a ter um lado negro...
2.11.11
Sobre a vontade de regressar...
E as saudades que eu tenho de voltar aos locais onde já fui feliz?!!!!
Subscrever:
Comentários (Atom)





















