22.6.12
20.6.12
Aqui me confesso...
Estás numa encruzilhada. Não sabes que caminho seguir. Independentemente do que seguires existem prós e contras, vantagens e desvantagens. Se por um lado, não sendo parte do problema, podes ser parte da solução e ela pode passar mesmo por ti, por outro lado tens orgulho {que neste momento está ferido} tens sentimentos contraditórios, tens uma panóplia de situações, que teimam em não te sair da memória, e que te fazem recuar.
Avanças por uma das opções e logo recuas porque as vantagens da outra te parecem tão mais apetecíveis. Vais pela outra e voltas a recuar.
Se numas alturas achas que deves por em pratica a psicologia que estudaste, já em outras sentes-te completamente encostada à parede. Falta-te o ar. O espaço. O tempo. E no meio disto tudo... sobra-te a memória... quase que em flash, do desconforto que te causaram...
A vida não é fácil, eu sei. Mas não precisava de ser tão difícil. Nem para mim... nem para ela, já agora!!!
Do sentimento de posse...
Existem coisas que nunca tendo sido minhas, o hão-de ser para sempre... Coisas de que me fiz fiel proprietária e que sempre me refiro a elas como "a minha" ou "o meu". Coisas com as quais me identifico, que têm parte de mim ou onde e nas quais já fui muito feliz.
Para mim existem as praias e depois existe a minha praia; existem os livros e depois existe o meu livro, existem os filmes e depois o meu filme....
Para mim existem as pessoas. E depois, bem depois... existem as minhas pessoas. As que não sendo minhas o serão todos os dias da minha vida; As pessoas que conquistei e que me foram conquistando; A família, a de sangue e a de coração; os amigos e os amores; os colegas e alguns conhecidos. Os eternos companheiros de bons momentos e os que apenas partilham trechos destes;
Porque este sintoma de apropriação é intrínseco ao material do qual somos feitos. Está-nos no sangue e na alma. E é esta a nossa alma...
Eu... {a conta gotas}
E quando aquela rotina, que tenho invariavelmente todas as noites e que se refere ao outro dia, é feita em cima do joelho é certo e sabido que na manhã seguinte temos o baile armado!!!
19.6.12
Ensaio sobre a cegueira...
"Por que foi que cegámos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem. "
E esta frase resume tudo aquilo que queria escrever, portanto nada mais a acrescentar....
18.6.12
Eu... {a conta gotas}
Se sou capaz de ir trabalhar com um verniz mint nas unhas já sou capaz de tudo. Tenho dito!
17.6.12
Não paremos de remar...
"Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena."
Das coisas intimas....
Um dia, sem que nada o faça prever, a tua vida dá uma volta. Ou muitas. Ficas sentada, a viver ao sabor da maré. Vais aproveitando aqui e ali, tanto quando podes. Depois, bem depois, percebes que a volta foi grande demais e não tem retorno. Ou que tem e não estás preparada para o dar. Qual concha ficas à espera que uma onda te empurre. A espera de um motivo. Quando sempre os tiveste todos e não os queres utilizar. Depois existe uma jogada de mestre. A carta na manga que alguem joga no momento indicado. E tu??? Bem, tu ficas a ver passar os navios... Acorrentada a uma escolha que não fizeste, mas que a vida fez por ti. E aqui, como em tudo, a vontade da vida é soberana....
15.6.12
Das coisas que me fazem confusão #12
Se há coisa que me faz confusão é o erro. Não aquele erro que todos nós podemos cometer uma, outra ou outra vez ainda. Mais sim, aquele erro que mais não é um acumular de erros. De situações antes já vividas e alertadas. De fazer quase que (será que não é sem o quase que???) já sabendo e conhecendo as consequências que daí podem advir. Porque não são situações novas. Apenas vividas num outro espaço e num outro tempo. Onde os protagonistas são, não raras vezes, os mesmos.
Mas, mais grave do que este erro, desmedido e imensurável, são os danos colaterais. Evidentes. Irreparáveis. Que saltam à vista, mesmo daqueles mais distraídos. Porque nos querem a atenção e não compreendem que as pessoas não são propriedade de ninguém. Não estão à venda, nem funcionam como moeda de troca.
Aceito e assumo que todos temos o direito de errar, porque não há ninguém que seja perfeito. Mas também defendo que quando os erros se transformam no pão do dia a dia, no ar que se respira, eles deixam de ter toda e qualquer componente saudável e passam a ser tão somente doentios.
E, eu posso ser muita coisa, mas médica não sou...
13.6.12
12.6.12
8.6.12
Sobre o Dress Code...
Durante muitos e muitos anos não fui uma pessoa dada a modas. Nunca gostei das novas colecções enquanto elas eram efectivamente novas. Sempre que ia ás compras no início de uma época apenas comprava o que era intemporal. Com o passar do tempo fui passando, também eu, a "achar piada" a algumas coisas que iam saindo. E, já não era raro adquirir algumas peças boom, em início de colecção.
Não obstante esta situação, e consequentemente o facto de não vestir as peças berra de cada estação, a verdade é que também nunca me considerei demodé. Sempre vesti aquilo com que me sentia bem, tentando sempre adequar a cada ocasião.
Gosto de me arranjar. De vestir roupa que gosto. Com a qual me identifico. Não gosto, nem nunca gostei, de usar amarelo simplesmente porque toda a gente usa amarelo. Tenho as minhas cores de eleição, os meus modelos de eleição e os meus padrões também eles de eleição.
No entanto, tenho que saber adaptar o que visto á profissão que desempenho. Não porque ache que isso me diferencie dos restantes. Não porque ache que seja uma mais valia. Não porque julgue que isso me torna melhor ou pior profissional. Apenas e tão somente, porque vivemos numa sociedade em que a aparência é tida em linha de conta. Assim, para mim que adoro calças rasgadas, será, de todo impensável, ir trabalhar com umas calças assim. E quem diz calças rasgadas, diz outro qualquer tipo de indumentária, que é considerado desadequado.
Não acho, de forma alguma, que a roupa carregue em si o desempenho da pessoa. Acho, isso sim, que esse mesmo desempenho pode ser, em parte, apreendido pela nossa forma de estar na vida, e que esta sim, pode influenciar a forma como nos vestimos. Ainda assim, o "desajuste" da indumentária de cada um ao que é considerado moda, é visto como um desajuste, na sua totalidade, aos padrões estabelecidos como "normais".
E aqui, convenhamos, é muito mais fácil mudar uma ou outra peça de roupa, do que mentalidades!!!!
1.6.12
Das coisas que me fazem confusão #11
A falta de brio profissional que algumas pessoas têm. O falar só por falar, por parecer bem, porque sim....
Eu, não sendo uma exímia profissional (mas sou uma boa profissional, disso não tenho dúvidas) fico boquiaberta quando me deparo com situações exactamente inversas à minha e que colocam muita coisa em causa, bem mais do que o "bem parecer"!!! Situações que não têm em linha de conta os "prós", os "ses" e as consequências nada agradáveis que daí surgem.
No trabalho, como na vida, temos que ser o melhor que conseguimos. Procurar ir sempre mais além. Abrir portas. Deixar entrar o ar. Mas, não podemos por tudo em causa só porque sim. Porque apresentar trabalho, desconhecendo C-O-M-P-L-E-T-A-M-E-N-T-E o que está na base do mesmo não é uma boa ideia...
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