Não sou uma pessoa de trato fácil, isso é certo e sabido. Tem dias em que nem me suporto a mim própria, tal é o azedo da pessoa. Mas, por outro lado, também sou uma pessoa que não tenho inimigos declarados. Tenho pessoas mais e menos chegadas.
Ao longo dos tempos, e de uma forma perfeitamente normal, fui ampliando o meu leque de conhecimentos. Uns mais agradáveis do que outros, é um facto.
Mas existem pessoas, as que serão sempre "as tais" que, de uma forma inevitável, a vida acabou por afastar. Ou porque seguiram caminhos opostos ao meu, ou porque a azáfama do dia a dia não dá aso a grandes companheirismos...
Ainda assim, passados anos, décadas, sempre que nos encontramos é como se tivesse sido ontem a última vez. E o mote para uma conversa não tarda em chegar. Porque nos perdemos nas recordações que teimamos em guardar. Nas peripécias que aguçaram a nossa alma irreverente de adolescentes inconscientes. Nas asneiras, totalmente conscientes, que fazíamos. Nas baldas ás aulas só porque sim... Em boa verdade só porque ficar na "chargel" a jogar à carta e a fazer de tudo para que o Toi implicasse connosco , ainda que fossem apenas oito da manhã, era muito mais interessante do que ir aturar um qualquer professor. Esse mesmo Toi que, anos volvidos, se tornou meu amigo. Frequentador da minha casa e companheiro de jantares bem regados.
Depois existe ainda o tempo da universidade. Dos melhores anos que já tive, meio confusos por já não ser adolescente mas ainda não ser mulher. Toldados pela sede de querer sempre mais. De chegar mais além e de cedo marcar o meu lugar. Naquelas velhas cadeiras da universidade assim como na vida. E, também aqui, o destino nos colocou à prova um sem número de vezes. Não nos baldávamos ás aulas porque todos nós que lá andávamos o fazíamos por gosto. Porque aquilo era, julgávamos nós na altura, o sonho de uma vida. Que para uns, cedo desmoronou. Mas as noitadas, muitas vezes de farra, em outras a fazer trabalhos, eram feitas com gosto. Ali, ao contrário dos tempos de liceu, não haviam grupinhos nem conversinhas. Eramos tão poucos que era como se fossemos uma família. Nunca ninguém se cortava nos jantares nem a qualquer motivo que arranjássemos para mais uns copos. Os funcionários sabiam o nome de cada um de nós e eram presença assídua em tudo o que combinávamos fora daquelas quatro paredes de uma vivenda antiga transformada em faculdade.
Vamo-nos encontrando amiúde. Nas festas esporádicas que tanto gostamos e que fizeram esses 5 anos os mais vividos que já tive. E o reencontro... Ah, o reencontro é sempre fascinantes. Porque aí, nessas alturas, trocamos abraços sentidos e novos números de telemóvel, com a certeza tão indubitável quanto efémera de que nos havemos de encontrar muitas mais vezes.
Mas a vida, ou o que fizemos dela, não nos permite tais reencontros. Por isso, só e apenas por isso, porque todos o sabemos, fazemos questão de voltar a viver esses anos, sempre que, por vezes por acaso do destino, nos colocamos um no caminho dos outros...
Depois existe ainda o tempo da universidade. Dos melhores anos que já tive, meio confusos por já não ser adolescente mas ainda não ser mulher. Toldados pela sede de querer sempre mais. De chegar mais além e de cedo marcar o meu lugar. Naquelas velhas cadeiras da universidade assim como na vida. E, também aqui, o destino nos colocou à prova um sem número de vezes. Não nos baldávamos ás aulas porque todos nós que lá andávamos o fazíamos por gosto. Porque aquilo era, julgávamos nós na altura, o sonho de uma vida. Que para uns, cedo desmoronou. Mas as noitadas, muitas vezes de farra, em outras a fazer trabalhos, eram feitas com gosto. Ali, ao contrário dos tempos de liceu, não haviam grupinhos nem conversinhas. Eramos tão poucos que era como se fossemos uma família. Nunca ninguém se cortava nos jantares nem a qualquer motivo que arranjássemos para mais uns copos. Os funcionários sabiam o nome de cada um de nós e eram presença assídua em tudo o que combinávamos fora daquelas quatro paredes de uma vivenda antiga transformada em faculdade.
Vamo-nos encontrando amiúde. Nas festas esporádicas que tanto gostamos e que fizeram esses 5 anos os mais vividos que já tive. E o reencontro... Ah, o reencontro é sempre fascinantes. Porque aí, nessas alturas, trocamos abraços sentidos e novos números de telemóvel, com a certeza tão indubitável quanto efémera de que nos havemos de encontrar muitas mais vezes.
Mas a vida, ou o que fizemos dela, não nos permite tais reencontros. Por isso, só e apenas por isso, porque todos o sabemos, fazemos questão de voltar a viver esses anos, sempre que, por vezes por acaso do destino, nos colocamos um no caminho dos outros...








