30.5.12

Do século passado...

Não sou uma pessoa de trato fácil, isso é certo e sabido. Tem dias em que nem me suporto a mim própria, tal é o azedo da pessoa. Mas, por outro lado, também sou uma pessoa que não tenho inimigos declarados. Tenho pessoas mais e menos chegadas.

Ao longo dos tempos, e de uma forma perfeitamente normal, fui ampliando o meu leque de conhecimentos. Uns mais agradáveis do que outros, é um facto.

Mas existem pessoas, as que serão sempre "as tais" que, de uma forma inevitável, a vida acabou por afastar.  Ou porque seguiram caminhos opostos ao meu, ou porque a azáfama do dia a dia não dá aso a grandes companheirismos...

Ainda assim, passados anos, décadas, sempre que nos encontramos é como se tivesse sido ontem a última vez. E o mote para uma conversa não tarda em chegar. Porque nos perdemos nas recordações que teimamos em guardar. Nas peripécias que aguçaram a nossa alma irreverente de adolescentes inconscientes. Nas asneiras, totalmente conscientes, que fazíamos. Nas baldas ás aulas só porque sim... Em boa verdade só porque ficar na "chargel" a jogar à carta e a fazer de tudo para que o Toi implicasse connosco , ainda que fossem apenas oito da manhã, era muito mais interessante do que ir aturar um qualquer professor. Esse mesmo Toi que, anos volvidos, se tornou meu amigo. Frequentador da minha casa e companheiro de jantares bem regados. 


Depois existe ainda o tempo da universidade. Dos melhores anos que já tive, meio confusos por já não ser adolescente mas ainda não ser mulher. Toldados pela sede de querer sempre mais. De chegar mais além e de cedo marcar o meu lugar. Naquelas velhas cadeiras da universidade assim como na vida. E, também aqui, o destino nos colocou à prova um sem número de vezes. Não nos baldávamos ás aulas porque todos nós que lá andávamos o fazíamos por gosto. Porque aquilo era, julgávamos nós na altura, o sonho de uma vida. Que para uns, cedo desmoronou. Mas as noitadas, muitas vezes de farra, em outras a fazer trabalhos, eram feitas com gosto. Ali, ao contrário dos tempos de liceu, não haviam grupinhos nem conversinhas. Eramos tão poucos que era como se fossemos uma família. Nunca ninguém se cortava nos jantares nem a qualquer motivo que arranjássemos para mais uns copos. Os funcionários sabiam o nome de cada um de nós e eram presença assídua em tudo o que combinávamos fora daquelas quatro paredes de uma vivenda antiga transformada em faculdade.


Vamo-nos encontrando amiúde. Nas festas esporádicas que tanto gostamos e que fizeram esses 5 anos os mais vividos que já tive. E o reencontro... Ah, o reencontro é sempre fascinantes. Porque aí, nessas alturas, trocamos abraços sentidos e novos números de telemóvel, com a certeza tão indubitável quanto efémera de que nos havemos de encontrar muitas mais vezes. 


Mas a vida, ou o que fizemos dela, não nos permite tais reencontros. Por isso, só e apenas por isso, porque todos o sabemos, fazemos questão de voltar a viver esses anos, sempre que, por vezes por acaso do destino, nos colocamos um no caminho dos outros...

29.5.12

Constatações #41

E se me perguntares se eu te esqueci, responderei que não.
Aprendi que amor de verdade, a gente não esquece. A gente guarda pra sempre no coração.
E mesmo que voltem a me perguntar amanhã, ou daqui meses, anos… A resposta será sempre igual.

Dos segredos...

Somos pessoas muito mais parecidas do que julgamos. E é bem verdade quando as pessoas dizem que o mundo é pequeno... Demasiado pequeno e que, em qualquer parte deste planeta havemos de encontrar alguém com que nos identifiquemos. com quem tenhamos semelhanças e parecenças. Físicas ou psicológicas.

Quando, nos períodos de maior ócio me perco nos segredos dos outros verifico que alguns deles poderiam ser os meus segredos. Que muitos dos que lá estão são segredos de pessoas que conheço e que sempre, ou quase, ou reconheço em alguém. 

Porque a vida é mesmo assim e funciona de forma semelhante para todos. Porque temos os nossos princípios em muito semelhantes, da mesma forma que temos as nossas diferenças. 

Porque, o que nos move é exactamente o mesmo...


*Si a ti te gusta a mi me encanta*



Com algumas nuvens para não aquecer muito :)

28.5.12

Sobre o cheiro...



E é de umas meninas como estas aqui na imagem que emana o cheiro que existe em minha casa. E, é por causa delas, que sempre que alguém vai a minha casa diz que cheira ma-ra-vi-lho-sa-men-te bem...


Funciona quase como um ritual... chegar a casa e acender uma vela. Apenas uma, é mais do que suficiente. E pronto, o cheiro espalha-se assim num abre olhos. 


E a casa fica logo mais confortável.


Este é, efectivamente e desde há muito, o cheiro da minha casa...

24.5.12

Virar a página...

"Não basta virar a página, é preciso recomeçar um novo livro, as vezes mantemos os personagens... Em outras apagamos tudo o que se foi."

23.5.12

Eu... {a conta gotas}

Não gosto que se refiram a mim utilizando as iniciais do meu 1º e ultimo nome... O meu nome é a minha identidade e é por ele que quero que se refiram à minha pessoa...

15.5.12

Constatações #40


Da importância do erro...

Vivemos numa cultura em que o erro é sobrevalorizado. Onde errar se torna muito mais importante do que acertar. Do que fazer bem feito. Parece que está sempre toda a gente à espera de um deslize, de uma falha.

Por vezes sinto-me numa autentica trincheira em que a qualquer passo em falso, qualquer respiração que mais se faça notar, qualquer coisa por mais mínima que seja, faz disparar sobre mim, e sobre os meus companheiros de guerra, uns valetes tiros de metralhadora.

Diz-se por ai que se acertarmos ninguém lembra, mas se errarmos ninguém esquece. Devo confessar que cada vez mais esta afirmação me é familiar e me passa c-o-n-s-t-a-n-t-e-m-e-n-t-e à frente da vista, como que a não deixar esquecer, ou a não permitir olvidar, que um (simples) erro por vezes pode custar muito caro!


Mas isto passa-se comigo e com as pessoas que conheço. Ainda que umas melhor e outras pior... é conversa que se ouve em cada esquina... em cada mesa de café... em qualquer sitio onde 2 pessoas, por obra do acaso, ou não, se encontrem.


E isto, esta sobrevalorização do que de menos bem fazemos, aliada à conjuntura sócio económica em que nos encontramos, funciona como catalisador para que os erros continuem a aparecer. Porque as pessoas vivem a medo. e é exactamente esse medo de errar que as faz errar ainda mais...


14.5.12

Das coisas que se encontram por essa Web fora e se gostam muito...

Aprendi que degraus são extremamente necessários para alcançar o topo de uma escada, que tropeços nos levam para frente, mesmo que doa, e que corações partidos continuam batendo. Foi duro, mas aprendi que por mais que a noite tenha castigado teus olhos, que te tanto jorrar aquela água salgada misturada em sentimentos parecem não mais enxergar, um sol sempre aparecerá ao amanhecer. Aprendi que estrelas podem ser encobertas por nuvens de chuva, mas que as mesmas são temporárias, e que tudo o que tem brilho, volta a brilhar. Aprendi que machucados não são curados com beijinhos, que por mais que doa, existe um caminho inteiro pela frente. Então, meu caro, levanta a cabeça e vai! Como quem não tem nada a perder, segue em frente, porque o caminho é longo e a vida não dá colo a ninguém. E quando precisares de uma mão amiga, estenda a tua ao próximo mais necessitado, quando lembrares de uma dor e desejar chorar, lembre-se de todos aqueles que já derramaram lágrimas em teu colo, e o quão verdadeiros eram os motivos dos tais. Quando sentires o coração apertar, ponha a mão no peito e segue, teu coração agüenta, ele sempre agüentou. Aprendi que por mais que doa, cada erro nos trás uma lição, aprendi que nessa vida, nada é definitivo, se não, o amor."

Agora bastava-me isto...


8.5.12

Os dias zangados são dias de amor...

‎"Raios partam os dias zangados. Nada há que se possa fazer para fugir deles. Esperam por nós, como credores ajudados por juros injustificáveis, para nos cortarem a fatia do nosso coração que lhes cabe. Não são como os dias tristes, que não conseguem habituar-se a uma realidade qualquer, que se revelou, sem querer, desiludindo-nos de uma ilusão que nós próprios inventámos, para mais facilmente podermos acreditar, falsamente, nela. Mas assemelham-se para mais bem nos poderem magoar. Depois. Quase ao mesmo tempo. Bem. Quem não tem um dia zangado, em que ninguém ou nada corresponde ao que esperávamos? A felicidade é a excepção e o engano. Resulta mais de um esquecimento do que de uma lembrança. Pouco há de certo neste mundo. São muitos os pobres, mas não são poucos os ricos. As pessoas do sexo masculino não se entendem nem com as pessoas do sexo masculino, nem com as do sexo feminino. As pessoas, sejam de que sexo e sexualidade forem, compreendem-se mal. Dão-se mal, por muito bem que se dêem. As mais apaixonadas umas pelas outras são as que menos bem aceitam as diferenças, as incompreensões, os dias zangados e as noites zangadas que apenas servem para nos relembrar que todos nós nascemos e morremos sozinhos. E que viver é um enorme entretanto, de que devemos tirar partido, sobretudo quando há a sorte de amar e ser amado ou amada. Os dias zangados são dias de amor. Ninguém se zanga por desamor. O amor sobrevive e continua, como vingança."
 Miguel Esteves Cardoso, in 'Jornal Público (Dez 2011)'

Constatações #38


7.5.12

Das coisas que me fazem confusão #10

A panóplia de conversas acerca do Pingo Doce. Não compreendo e mais do que isso... faz-me uma confusão imensa tanto burburinho...
Leio pela net afirmações sem o minímo de sentido, sem conhecimento de causa e carregadas de falsos julgamentos!!!
Em boa verdade se diga que o Pingo Doce teve a maior publicidade que poderia imaginar... Que não perdeu um centimo a vender os produtos a metade do preço... Que fez história no dia 1 de Maio... Que escoou toda a mercadoria possível e imaginária...
Mas também é verdade que não fez nenhuma ilegalidade ao convocar os trabalhadores para cumprirem as suas obrigações. Existe, no código do trabalho, um artigo que indica que empresas que funcionem em jornada continua (i.é, 7 dias por semana), com mais de (salvo erro) 150 funcionários trabalham ao feriado como noutro qualquer dia (à excepção do pagamento desse dia, que tem requisitos próprios, de acordo com o dia da semana em que calha). A mim, deixa-me boquiaberta considerarem que é uma injuria para com estes trabalhadores. Então e os médicos, não trabalham a 1 de Maio? Até eu trabalhei no dia 1 e não morri por isso...

Continuando com as verdades, assumo a exuberância do povo português, que aproveitou para comprar esta vida e a outra. Que comprou o que não tinha falta, sem olhar a datas, a lotes nem a preços. Porque o importante era atestar o carrinho... Mas também aceito que esta promoção deu muito jeito a muito boa gente. Porque existe fome no nosso país. Porque existe quem, a meio do mês, já esteja a contar os tostões. E não, não são todos mal governados. Também há os maus patrões, em pessoa singular ou empresarial, que não pagam os vencimentos. Conheço casos assim. De quem quase nada come para dar aos filhos.

A mim, que nunca me faltou um único cêntimo, para comprar comida, devo dizer que só não fui ao Pingo Doce porque não tinha falta de comprar nada. Porque também aproveito as promoções:
-Vou ao Mini Preço porque tenho descontos de 25% (imediatos) em quase todos os produtos que lá compro;
- Vou ao Continento porque me agradam os centimos que me dão para o desconto em gasoleo, até porque, parecendo que não, faz diferença a quem atesta o depósito 5 vezes por mês, como eu;
- Vou, ainda, ao Continente, porque a galp me dá descontos para lá utilizar. E sim, sou daquelas pessoas que digo à menina da caixa para parar a cada 30€, porque a cada valor destes recebo um Vice Versa;
- Vou ao Pingo Doce "apenas" porque é perto de minha casa; porque fica na minha volta; como se de uma mercearia de bairro se tratasse....

Assim por alto recordo-me de ter recebido uns descontos na caixa do correio da SKIP e, por mera casualidade, fui ao continente nessa altura comprar detergente para a máquina de lavar. O detergente estava com desconto imediato de 4€ e o Continente dava 50% de desconto em talão. Na prática um detergente que custava 20€ ficou-me a 8€. Mas disso não me lembro de ninguém falar... Afinal esta promoção até era melhor do que a do Pingo Doce!!!!



Constatações #37


Dos limites...

Ninguém no mundo me conhece de verdade. Da forma como só eu me conheço. Uns, os que está mais próximo (ainda que não fisicamente) conseguem decifrar facilmente o tom de voz, a nostalgia que por vezes transmito, o amargo e seco com que falo, ou o silêncio pelo qual opto. Mas, ainda assim, há coisas em mim que só eu compreendo.

Estar a chegar ao meu limite, mesmo que a palavra limite se possa adequar ás mais diversas situações, é algo que depreendo em pequenos gestos, em algumas palavras, na pouca paciência,  nas lágrimas que teimam em cair, na necessidade emergente e de forma galopante com que necessito de silêncio. Do meu silêncio.

Sinto-me a descompensar a cada dia que passa. Necessito de parar. No espaço e no tempo. Voltar aos meus lugares, ás minhas pessoas, aos meus espaços. Os que o são porque têm que ser, e os outros que "roubei" e fiz meus. 

Preciso de voltar a ler os meus livros, de dias de sol para me animarem, de fins de tarde na conversa. Preciso de tempo. E de umas boas férias, onde possa ver outros lugares e outras gentes!



2.5.12

Ás vezes... e nas outras...

Ás vezes a sensação que tenho é que o chão me foge debaixo dos pés.

Ás vezes não consigo ser meio termo. Não consigo ser indiferente e entender da forma que mo querem explicar.

Ás vezes tenho a sensação de que facilito demais, ou que deveria complicar mais um pouco, consoante a situação.

Ás vezes sinto com muito mais intensidade do que deveria.

Ás vezes não entendo e nem me esforço para tal.

Ás vezes dou de mais a quem nem sempre corresponde. Noutras vezes dou tão pouco a quem me dá tanto.

Ás vezes sou eu própria. Noutras coloco uma máscara.

Ás vezes estou lá... e nas outras também!!!

Tem dias....

...em que me faz falta um colo e um abraço apertado!!!!


Hoje é um desses dias!!!!