5.9.15

Pilares da (minha) vida!

São eles que estão sempre lá, que sustentam todo o edifício de que sou feita. São os primeiros a chegar e os últimos a sair. São a mão que acaricia e o colo mais seguro do mundo. São a voz certa nos momentos mais incertos da vida. São o crer, o acreditar e a fé que me permite continuar nesta caminhada. São o meu lugar seguro, o meu porto de abrigo. São o sítio garantido onde quero sempre voltar. São os risos que me forçam quando me apetece chorar e a proteção que nunca falha. São a minha vontade e a minha determinação. São a necessidade das datas que nos unem e o desejo de as perpetuar. São a distância que se faz perto e noite que se faz dia. São o meu luar nas noites escuras de inverno e o oxigénio quando me falta o ar.

São sangue do meu sangue. Os meus pais e as minhas irmãs. São tudo o que de melhor tenho na vida. São o (meu) tudo. São a (minha) vida!

3.9.15

Ainda bem...

"Ainda bem que existes, que vieste, que ficaste". Que nunca nos permitimos que os devaneios de cada um nos levassem para caminhos opostos. Que continuas ao meu lado, a dar-me a mão e o colo. Que todos os dias regressas a casa e que eu todos os dias cá estou, à tua espera. Que os meus braços encaixam completamente nos teus. Que ainda existe magia entre nós. Que te preocupas comigo, tantas vezes mais do que eu própria. Que me alertas para a vida quando o que eu mais quero é ficar sossegada no meu canto. Que és exigente mas com um coração doce. Que és na minha vida mais do que algum dia eu imaginei que alguém pudesse ser. Que me amas, dessa forma, tão tua mas tão meiga, simultaneamente.

Ainda bem que para nós existem os outros dias, aqueles que nos fazem ver valer a importância dos outros muito bons. Que dormes com as pernas entrelaçadas nas minhas, esteja frio ou calor. Que te chateias comigo, para de seguida fazermos as pazes. Que continuas firme, ao meu lado, nesta luta que temos vindo a travar com as adversidades da vida. Que és a minha bússula, o meu amor eterno.

Ainda bem!

Devemos sempre regressar ao sítio onde fomos felizes

Por isso, apenas por isso, estou de volta!

Passaram-se 19 meses desde o ultimo post. Desde então, as nossas vidas mudaram: aprendemos a lidar com a ausência e com uma saudade que não termina. Reorganiza-mo-nos e reajustá-mo-nos à nova realidade: iria passar a existir sempre um lugar vazio à mesa. Quebramos com a tradição de anos e o natal deixou de ser no sitio de sempre: era necessário mudar para que a ausência fosse menos sentida. Ligámo-nos mais uns aos outros, como se aquela triste manhã de março tivesse despertado em nós uma necessidade de acompanhamento até então desconhecida. Existe, uma evidente preocupação quando um de nós não sabe do outro. Acreditámos que as distâncias eram, não raras vezes, um pretexto para a vida que cada um tinha, mas hoje nem damos por elas. Deixámos de sobreviver à tua partida e voltámos a viver, um dia de cada vez, é certo. Ainda não estamos na fase em que nos rimos ao recordar do que foi um dia mas, acredito, lá chegaremos!