20.11.12

O arrependimento chega sempre de manhã...

Ás vezes, meia dúzia de palavras trocadas sem qualquer sentido e sem qualquer intenção, numa vulgo conversa de café, saí o mote para outra meia dúzias de palavras escritas. Acontece quase sempre assim. Sem pensar muito sobre, apenas abrir a página e começar a teclar, deixar os dedos fazerem o que bem lhes apetecer. Por vezes numa desconcertada e desconcentrada fluidez de pensamentos!

Aconteceu agora, como já aconteceu em tantas outras vezes...

Dizia-me ela que tinha feito algo de que se arrependera, de que "se o arrependimento mata-se..." e eu, quase que sem pensar muito respondo-lhe, em forma de questão, quiçá uma pergunta retórica, se a ela o arrependimento não lhe pesa mais na manhã seguinte...

Sempre disse, e aqui o volto a referir que, por norma, não me arrependo do que faço. Que na altura em que tive determinada atitude, era essa a atitude desejada, motivada pela força das circunstâncias do momento em que vivo na altura.

No entanto, não raras vezes já me aconteceu, depois de dormir sobre o assunto, pensar que eventualmente poderia ter agido de outra forma. (Será que o arrependimento se pauta pelo fazer de outra forma ou pelo não fazer?!!!).

Assim, para mim, o "arrependimento" chega sempre de manhã... E, é sempre na manhã seguinte em que penso seriamente nas ações que tive e pondero todas as outras formas que poderia ter tido de agir. É nestas alturas em que ele chega. Bate de mansinho e entra sem pedir licença. Por norma torna-se bem educado e percebe que não é bem vindo, sendo que logo depois volta a sair sem deixar rasto.

Na verdade, quanto mais me afasto das manhãs, mais o "arrependimento" me abandona. E, ao final do dia, se tivesse que ter determinada acção, te-la-ia exa-ta-men-te da mesma forma que a tive anteriormente... até que a manhã seguinte me mostrasse novamente que existe algo que se chama OPÇÃO, e que, muitas das vezes, apenas depende de nós!!!

19.11.12

Mudam-se os tempos...



"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades."

18.11.12

E ás vezes...

... tenho em mim um sentimento de impotência tão, mas tão grande, que me chega a faltar o ar...

Detesto esta vida que levamos que nos afasta daqueles que nos são tudo... A correria do dia a dia, o ter sempre mais alguma coisa para fazer... O "inventar" uma e outra tarefa que nos ocupe e nos distancie cada vez mais.... A distância é mesmo uma coisa lixada!!! Mesmo que (nos) tentemos convencer que há coisas que nenhum quilometro é capaz de mudar...

Depois, quando damos por nós, já passaram meses desde aquela ultima vez... Meu deus, como é possivel terem passado meses?!!! Como é possível terem passado tantos mas tantos dias longe? Sem um abraço? Sem um carinho? Sem a partilha de um mesmo tempo e de um mesmo espaço?!!!

Odeio isto. Odeio este sentimento que, por vezes, me consome. Odeio ter-te longe... E odeio ainda mais não te dar o meu colo e não ter o teu...Sinto as tuas dores como se fosse eu a vive-las (e se tivessemos opção garanto-te que era apenas eu a senti-las) e choro as tuas lágrimas.

E no final, apenas uma pergunta e uma certeza...
- Será que a azáfama do dia a dia justifica sempre tudo?!
- Aconteça o que acontecer, estejamos juntas ou com milhas a separar-nos... serás sempre uma das 2 pessoas mais importantes da minha vida!!!!

E agora, é altura de levantar a cabeça e seguir em frente minha irmã... a vida não espera por nós... Conto contigo porque te amo e porque esse é um amor verdadeiro e incondicional!

15.11.12

Eu... {a conta gotas}

Detesto gente hipócrita. Odeio, de morte, quem se acha mais do que os outros. Quem passa por cima de tudo e de todos "só" para parecer superior. Quem não tem um par de tomates suficiente para assumir o que faz. Quem, só para se diferenciar (ou não) mente... Coloca os outros em cheque...Gentinha... Gentinha baixa!!!!

14.11.12

Azul cor do mar...


Lembro-me do primeiro beijo roubado no quintal ao lado da minha casa. Meio envergonhado, meio timido mas há muito aguardado. Lembro-me dos olhares cumplices que tinhamos. Olhares que toda a gente entendia e que nos revelavam para o mundo. Lembro-me das saídas apressadas. Da mão na mão. Lembro-me dos encontros despropositados que se faziam com sentido. Lembro-me dos filmes que víamos, só para estar perto. Só para estar junto. Lembro-me de ficar embevecida à porta de casa só para te ver passar. 

Anos depois reencontro-te. As redes sociais têm destas coisas! Daquela altura apenas te resta o nome e o azul dos olhos. Tudo o resto tão diferente. Tão distinto. Como se os anos te tivessem dado outras feições. Tivessem alterado o teu aspeto fisíco para o de alguem com quem nunca me cruzei na vida, que nunca fez parte da minha vida. Não fosse aquele azul cor de mar... De resto, não te reconheceria se te encontrasse por aí, pelo mundo. (Quem sabe não nos teremos já cruzado? Afinal a tua localização é a mesma do que a minha).

Anos depois "vejo-te" na vida com quem sempre te imaginei. De casa ás costas. Livre. Pelo mundo. E isso, daquilo que era o teu mais profundo ser, também não mudou. A liberdade. A tua liberdade e a tua sede de seres cada vez mais nómada. 

Anos depois, e mesmo sem te ver, algo me faria lembrar imediatamente de ti. Uma única palavra: MIRA. Porque de pequenas palavras também se faz a lembrança... E, ver que esse é o nome que deste a algo que é tão teu, a algo que te acompanha na tua longa caminhada, fez-me ter a certeza que há coisas que não mudam nunca...

Anos depois percebo que, naquela idade da inocência, o azul dos teus olhos me encantou. E o teu jeito reguila, que também não te reconheço mais hoje. Nem o cabelo rebelde tens mais...

Anos depois, és uma pessoa do mundo, como sempre foste, mesmo quando eras minha.

6.11.12

Depois de algum tempo...

... tudo começa (ou continua) a fazer sentido. Entendes que existe sempre, mas mesmo sempre, um pouco de razão no diz-que-disse... Compreendes o que para ti é tão claro (agora) como noutros tempos foi para outras pessoas. Não te incomoda. Deveria?! Afinal "o final feliz é só seguir em frente". E, lá bem na frente, ajustam-se as contas. Nossas com a vida e da vida connosco...

Vá, eu confesso... o facebook alarga horizontes (e permite-te compreender que afinal o maior cego é mesmo aquele que não quer ver)!!!

5.11.12

Recordações...

Faz exactamente 14 anos hoje que a minha vida mudou para sempre... Para o bem e para o mal...

Faz exactamente 14 anos hoje... E parece que faz apenas 1!!!

2.11.12

...

Não insistas em procurar {aqui} uma coisa que não vais encontrar. É só.

Eu... {a conta gotas}

Há dias em que inicio a minha viagem habitual e ligo o piloto automático. Nesses dias, quando chego ao destino pergunto-me "já?!". Não me recordo de um quilómetro que seja que tenha percorrido  Não me recordo de um só carro com que me tenha cruzado. Não sei se apanhei chuva ou sol. Nesses dias, como o de hoje, parece que acabei de sair de casa, quando na verdade já cheguei ao destino!!!