14.1.13

Das coisas que eu não gosto mesmo nada #4

De pessoas que se acham donos e senhores da verdade, mesmo que seja a verdade da coisa mais banal desta vida...
De pessoas que não conseguem ouvir e aceitar a verdade dos outros!!!

Pois...


Sentir saudades não é a mesma coisa que sentir falta....

Deixar de fumar nunca fez parte das minhas resoluções de ano novo. Nunca pensei seriamente sobre o assunto nem tão pouco me esforcei para tal. Fumava porque gostava. Achava eu que não era tanto pela necessidade mas sim pelo prazer que me dava. 

Um dia, no dia em que fiquei bastante doente, e sem que nada o fizesse prever, decidi deixar de fumar. Assim, de um momento para o outro, sem que isso fosse um objectivo há muito pensado. E assim foi. Fumei o ultimo cigarro sem consciência de que seria o ultimo. Sem despedidas. Para mim era apenas mais um, quando na realidade foi O. 

Hoje, mais de um mês depois, ainda não senti falta do tabaco. Ainda não me deu vontade de voltar a fumar. Mas... sinto saudades, óbvio que sinto. 

Durante estes dias, que entretanto já passaram, ainda não tive que fazer nenhum esforço para não pensar no tabaco, porque simplesmente... não penso.

E, ainda que tenha poucas dúvidas quando todos me dizem que ainda vou sentir falta, a verdade é que a minha força de vontade é, neste momento, muito superior ás saudades que sinto; E não digo, porque não posso mas também porque não quero, que nunca mais na vida voltarei a fumar. Porque pode haver um dia em que a saudade se confunde com a falta... 


8.1.13

Da minha estadia...


Ter voltado ás camas daquele hospital, mais de 32 anos depois, concretamente 11895 dias depois, não foi tão mau quanto poderia imaginar, se alguma vez me passasse pela cabeça imaginar como seria essa hospedagem.

O facto de não sermos a doente da cama x, y ou z, mas sim de ser a Sandra, a Júlia, a Maria ou a Joaquina, é  um tratamento que me faz logo sentir melhor;

O cuidado com que me trataram, os mimos que me deram (mais do que não seja a disponibilização de uma WC privativa para a minha higiene) e a compreensão para com as minhas dores, foi algo que apreciei muito;

Aquelas pessoas que ali trabalham, todas aquelas com quem me cruzei, trabalham com o objetivo de tornar menos dolorosa a estadia de quem ali é obrigado a pernoitar e isso é visível para todos;

A facilidade com que nos permitem mais visitas do que o autorizado, o gosto evidente em nos ajudar a arranjar, o cuidado com cada picada, o saber se dói ou não, o tapar quando a agitação do sono ou do desconforto nos destapa, o carinho com que nos falam, faz com que o hospital não seja o pior lugar de todos para se estar.

E, saber que estava eventualmente no único lugar do mundo onde a minha dor poderia ser amenizada também ajudou muito!!!

Silogismos {do senso comum}...

As pessoas que fazem like em tudo e mais alguma coisa tem o mesmo objetivo que as que comentam todos os blogues: dar a conhecer o seu FB e o blogue, esperando a mesma moeda de troca (os Gostos e os comentários, claro)!!!

Eu... {a conta gotas}

Se é na doença que descobrimos os amigos, devo dizer que em momento algum me senti desiludida com os que julgava meus, muito pelo contrário: senti mesmo uma agradável surpresa com alguns telefonemas e sms que recebi!