Ter voltado ás camas daquele hospital, mais de 32 anos depois, concretamente 11895 dias depois, não foi tão mau quanto poderia imaginar, se alguma vez me passasse pela cabeça imaginar como seria essa hospedagem.
O facto de não sermos a doente da cama x, y ou z, mas sim de ser a Sandra, a Júlia, a Maria ou a Joaquina, é um tratamento que me faz logo sentir melhor;
O cuidado com que me trataram, os mimos que me deram (mais do que não seja a disponibilização de uma WC privativa para a minha higiene) e a compreensão para com as minhas dores, foi algo que apreciei muito;
Aquelas pessoas que ali trabalham, todas aquelas com quem me cruzei, trabalham com o objetivo de tornar menos dolorosa a estadia de quem ali é obrigado a pernoitar e isso é visível para todos;
A facilidade com que nos permitem mais visitas do que o autorizado, o gosto evidente em nos ajudar a arranjar, o cuidado com cada picada, o saber se dói ou não, o tapar quando a agitação do sono ou do desconforto nos destapa, o carinho com que nos falam, faz com que o hospital não seja o pior lugar de todos para se estar.
E, saber que estava eventualmente no único lugar do mundo onde a minha dor poderia ser amenizada também ajudou muito!!!
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