10.5.13

Máquinas de lavar oferecidas nas caixas de Skip!

Nos meus tempos de criança, em que ainda se privilegiava o brincar na rua, eu e uma amiga minha tínhamos como principal distracção brincar com o telefone.

Nessa altura, em que tínhamos a imaginação no auge, inventávamos mil e uma situações para que nos pudéssemos divertir.

Uma delas, talvez a que mais gozo nos dava, era imaginar que éramos umas quaisquer representantes de uma determinada marca de detergente para a máquina e contactar uma qualquer idosa que conhecesse-mos e dizer que tinha sido a feliz contemplada com uma máquina de lavar roupa. Tínhamos um discurso topo pipi para fazer e sabíamos de cor e salteado os truques que deveríamos utilizar para disfarçar a voz. Entre um estrondoso "parabéns" e o agendamento da entrega da máquina, a nossa principal dificuldade era mesmo esconder o riso, que a todo o custo queria fazer-se ouvir.

Depois, bem depois tínhamos liberdade suficiente para ir ver in loco a euforia da nossa 'vítima' e a rapidez com que essa mesma euforia era partilhada por todos os vizinhos. E depois a frustração, nunca transformada em tristeza, mas sim em mal dizer de uma marca que não cumpria o que prometia (ainda hoje tenho a sensação de que depois de cada telefonema a Skip passou a vender menos na área onde residia)

Passados 20 anos, numa altura em que faleceu uma das nossas maiores 'vitimas', volto a recordar-de desses tempos e sinto uma mistura de emoções: por um lado orgulho por termos conseguido esconder até ao dia de hoje essa maldade, por outro sinto um leve peso na consciência por nunca, mas mesmo nunca, ter tido a coragem ou mesmo a oportunidade de dizer "Sabe Srª Ana, de todas as vezes que lhe ligaram a dizer que tinha ganho alguma coisa, era eu. Nunca ganhou nada". 





9.5.13

Dos telhados de vidro...


Diz quem sabe que não devemos atirar pedras porque também nós temos telhados de vidro.

Pois... Uma imagem que resume tudo:




Por cada mês um conceito. E se em Abril é otimisto, em Maio é Planificação. E, já agora, a de 2013, que é mote para cada um dos dias que o compõem: ACREDITAR. Sempre!


8.5.13

Silogismos {do senso comum}...



Diz-se por aí que 'Quem não gosta de animais não pode gostar de pessoas'. Então quem gosta de animais há-de, certamente, gostar de pessoas.

Agora tenho mesmo muitas dúvidas que quem goste de animais goste ainda mais das pessoas.

As pessoas que choram por um animal abandonado não são as mesmas que ficam 'sentidas' quando vêem um sem abrigo. As pessoas que movem mundos e fundos para salvar determinado animal não serão as mesmas que participam em campanhas de solidariedade para salvar vidas humanas.

E as pessoas assinaram uma petição para o cão que matou uma criança em Beja não ser abatido não serão, infelizmente, as mesmas que estão inscritas como dadores de medula.

E isso sim é triste. Muito triste. Mais do que a tristeza sentida pelo abandono de um animal. A tristeza pela preferência. A dos animais, não a das pessoas.