10.9.12

Das coisas que eu não gosto mesmo nada #3

Todo o meu corpo ter a mesma cor...

A galinha da minha vizinha...

A verdade é que quando qualquer coisa nos toca à porta, toca sempre em forma muito mais agreste do que se fosse a outra porta qualquer que tocasse. 

Quantos de nós não julga, por vezes ainda que em inconsciência, que quando nos dói algo a nós a dor é muito mais insuportável do que quando ouvimos qualquer outra pessoa dizer que tem essa dor?

A capacidade de relativizar é perdida no exacto momento em que está a acontecer connosco e não com os outros. Sentimos na "pele" e isso desvaloriza tudo o resto.

Da mesma forma que "com os males dos outros podemos nós bem", por muito altruístas que possamos ser.

Falar de crise é falar daquilo que é actualmente tema de conversa em qualquer esquina, em qualquer mesa de café, em qualquer fila, em qualquer sítio. Porque ela existe e está presente no nosso dia a dia. Mas.. uma coisa é ouvir falar, outra é presenciar e outra ainda é sentir na pele...

E eu estou no 2º patamar: presenciar. Nos últimos tempos tenho observado, nos corredores dos supermercados, pessoas com calculadoras na mão, a somar os bens essenciais que levam, porque o dinheiro não dá para mais. Também tenho assistido, nas caixas dessas mesmas lojas, pessoas a pedirem para serem avisadas quando a soma chegar a determinado valor, ou então, na expectativa de uma súbita diminuição do preço de cada coisa, pessoas estupefactas quando lhes é apresentada a conta total, em que a única opção que têm é deixar metade das compras na caixa do supermercado. E nessa metade está leite, está fruta, estão iogurtes. Não estão bens superfulos.

Eu sei que "isto" não é "nada" perante a realidade de tantas outras pessoas que não têm tão pouco o mínimo necessário para viverem. Que nem no supermercado entram. A quem nada resta. Da mesma forma que sei que para outras pessoas, pessoas como eu, a quem nunca nos faltou nada, esta é uma realidade que choca. Que absorve. Que nos mostra o quão sensível e efémeros somos!!!!



7.9.12

Das coisas que eu não gosto mesmo nada #2

Pessoas que não sabem diferenciar o acessório do indispensável. 
Pessoas que ao invés de ajudarem só complicam.

Das coisas que eu não gosto mesmo nada #1

Acordar de manhã e ainda não ser dia. Pior ainda, chegar a casa e já não necessitar de óculos de sol...

Detesto dias pequenos, é isso!!!

6.9.12

Nós por cá...

Vamos privatizar no final da semana...

É a melhor e única opção de momento.

O email é que está ali :)

Das coisas que me fazem confusão #15

O Facebook...

Quer dizer, não é o Facebook que me faz confusão. É a utilização que fazem dele. É, mais que tudo, o facto de o utilizarem para exporem ao mundo a vida que têm. Ou que não têm. Porque se escondem atrás de um monitor. Porque não falam mas deixam "indiretas". Porque se fazem o que não são. Porque se dizem nos sítios onde não estão. Porque julgam alimentar curiosidades alheias de quem tem muito mais para fazer. Porque, há alturas (e se as há...) em que o não reconhecimento da essência, daquilo que somos feito, da nossa matéria, se torna rei e senhor.

Para estas pessoas... um lugarzinho muito especial no meu coração. Afinal, não o posso preencher apenas com pessoas sérias, diretas e honestas!!!


3.9.12

E depois...




Também existe as outras decisões assim, de apego, para sempre, daqui até à lua

Das decisões...

Há decisões que se tomam porque a isso somos obrigados. Depois existem as outras... as decisões que tomamos cuja necessidade parte apenas de uma vontade interior. 

Para estas últimas não é necessário um motivo nem uma explicação. Correm como o fluxo normal da vida. Como um "calha assim".

E depois ainda existem as outras decisões... aquelas que nos obrigam a tomar. É destas últimas que escrevo. Porque nem sempre, ou quase nunca, partem da nossa vontade consciente, mas são coagidas por um sem número de acontecimentos que tornam esse o único caminho possível de ser percorrido. Porque muitas vezes o querer não é suficiente. Porque os momentos de fraqueza se relevam terríveis e temíveis instantes de pavor. De ódio. De terror. E que deitam por terra toda uma recordação que se queria de bem com a vida.

Das minhas decisões, daquelas que tomo porque a isso sou obrigada ou porque a isso me obrigo, não guardo rancor, nem mágoa, nem "poderia ter sido de outra forma"... Todas elas são baseadas no que sinto no momento e por isso baseadas no meu coração. Sem margem de erros!!!

E por isso, só por isso, o "desapego" por vezes me é tão fácil!