E é isto...
E assim se passam as noites... eu, a minha casa que tantas vezes é demasiadamente grande, e a luz de presença. A minha eterna companheira.
30.9.11
Saudade... esse monstro, ou talvez não!
Há dias assim...
Em que sinto uma saudade imensa...
- Dos lugares onde já fui muito feliz;
- Das pessoas que, de uma forma ou de outra, estão ausentes;
- Das conversas sem sentido, só para passar o tempo;
- Das gavetas cheias de gomas;
- Das músicas da minha vida;
- De momentos especiais;
- De dançar até de manhã;
- Do sorriso dos bahianos;
- Das caipirinhas;
- Do Axé Moi;
- Da Ilha dos Aquários;
- De vender jasmim;
- Das cascatas de Dunn's River Falls;
- Das loucuras que se vêm e se fazem em Palma de Maiorca;
- Da ilha Saona;
- Das noites loucas de Ibiza;
- Dos dançarinos de Burgas;
- De receber flores;
- De estar na fila para o Check In;
- De ser surpreendida;
- De me "perder" nas Medinas da Tunísia;
- De ver Estrelas Cadentes;- Dos amigos que a vida afastou;
- Dos cafés intermináveis;
- Das jantaradas;
- Das sessões fotográficas;
- Do meu avó;
- Das noitadas perdidas entre um trabalho e a preparação de uma frequência;
- Do dia da Queima das Fitas;
- Das pessoas que a vida colocou no meu caminho para logo de seguida as retirar;
- Dos longos dias de praia;
- Do meu dia;
- De surpreender;
- De passar a noite na praia;
- De tudo e ... de nada, mas acima de tudo TUAS!
29.9.11
Cabelos na comida ou como esta é uma forma muito baixa (aka nojenta) de ganhar a vida...
Assisti, no outro dia, num estabelecimento comercial que frequento, a uma cena bastante caricata: estava um grupo de rapazes a comer uma grelhada mista. Ás páginas tantas um deles chamou o reponsável e mostrou-lhe o que "aparentemente" vinha na comida- um conjunto de cabelos. Não um, nem dois, mas acima da meia dúzia. Junto à carne que tinha vindo directamento do grelhador. O responsável, mais estupefacto do que eu, que apenas assisti a tudo, substituiu o prato e o rapaz em questão continuou a comer. (Oh meu deus, como foi capaz?!!!). Ou a fome era muita ou a comida estava saborosa.... tanto assim era que pediram outra travessa.
No final, quando pediram a conta, esse dito rapaz ficou surpreendido quando verificou que nessa dita constava tudo o que tinham consumido.
Por conhecer o proprietário do dito estabelecimento, (ou talvez por ter uma C-A-R-A-D-E-P-A-U do tamanho do mundo) disse meio a brincar meio a sério "então eu como uma comida com cabelos e nem tens uma atençãozinha?"... Oh não... isto não pode estar a acontecer... Come, continua a comer e depois não quer pagar?!!
Os contornos desta história até poderiam parecer "macabros", mas reparem:
- O estabelecimento comercial é dos mais limpos (se não o mais) que conheço (ainda que eu saiba que isso não implica nada...);
- Não estava ninguém na cozinha, nem um único funcionário, com o cabelo do comprimento dos que estavam no prato do dito rapaz;
- O à vontade com que continuou a comer, mesmo depois de um rolo de cabelos no prato;
- Ainda que os cabelos já estivessem na carne o grelhador te-los-ia desfeito...
- O Rapaz, protagonista principal desta história é um PRO neste tipo de situações: Enche as nalgas e depois arranja sempre uma desculpa para não pagar... WTF... mas que merda é essa??? Ah pois é.... Infelizmente há quem viva assim, a difamar a casa dos outros, para poder encher a sua.
Neste caso lixaste-te prezado cliente... Mas lixaste-te bem lixado... saiu-te o tiro pela culatra... Queres comer, comes, mas depois pagas...
E, da próxima vez que jogares a mão dentro das calças para arrancarens uns quantos pintelhos e colocares no prato pensa bem... há sempre quem (te) esteja a ver.
E se queres ganhar a vida vai mas é por-te a render... E enches logo as "nalgas" de outra maneira!
Tenho dito!
Elas não matam...
... mas moem, já a minha avó diz, do alto dos seus quase 90 anos, com toda a sabedoria que a vida lhe permitiu ter...
E não tenho mesmo mais nada a dizer, porque importância é coisa que nem toda a gente tem para mim...
E não tenho mesmo mais nada a dizer, porque importância é coisa que nem toda a gente tem para mim...
28.9.11
Saí um aqui para a mesa do canto sff....
E hoje, principalmente hoje, é disto que preciso. Aos P-O-T-E-S, ou melhor, ás chávenas.
Vizinhança....
Vivo num prédio. Há muito que vivo num prédio. Antes, quando ainda vivia com os meus pais vivia numa vivenda. Por isso sei bem as diferenças.
Por viver num prédio, onde metros acima, metros abaixo, metros ao lado, separados apenas por uma ténue parede de tijolos, vivem outras pessoas, sei perfeitamente que quando me apetece estar em silêncio é bem possível que não o tenha na sua plenitude. Acontece, com alguma frequência eu ouvir o vizinho de cima a tomar duche. Ou a vizinha de baixo a ver filmes muito sui generis (pelo som que emana da televisão, dá para ter uma ideia). Acontece, com alguma frequência, eu ouvir a criança que vive no andar de cima acordar a meio da noite a chorar. Acontece, com alguma frequência eu ouvir o vizinho que também vive por cima, mas do outro lado, a tocar bateria. E juro, quando isto acontece ao Sábado de manhã a vontade que eu tenho é ir lá bater à porta e esganá-lo...
Acontece e há-de acontecer sempre.
E, apesar de muitas vezes não gostar mesmo nada desta não solidão, destes "barulhos" que aqui e ali se vão ouvindo, independentemente do dia da semana ou da hora, a verdade é que me sinto acompanhada.
E, apesar de muitas vezes não gostar mesmo nada desta não solidão, destes "barulhos" que aqui e ali se vão ouvindo, independentemente do dia da semana ou da hora, a verdade é que me sinto acompanhada.
E, apesar de muitas vezes não ser assim tão simpático ouvir o vizinho na casa de banho, a maior parte das vezes sinto-me protegida.
Perante isto, caros vizinhos, terei mesmo que vos dizer: Eu também gosto de ouvir música alto e lá por isso, por saber que pode incomodar e que não o faço a todas as horas, poderiam, também vocês compreender que vivemos ali todos juntinhos. E, bater na parede para que eu baixe o som... é mau... muito mau mesmo, quando o mesmo nem está assim tão alto. Porque se assim continuar, da próxima vez que vos der uma diarreia eu não bato na parede, vou mesmo bater à porta e pedir que se vão aliviar para outro lado, porque o som dos vossos escrementos a passar pelo cano abaixo é uma coisa que a mim.... não me assiste!!!
Nota para o vizinho do 2º esq- Não era necessário mudares o ssid do router.... seria mais justo... Eu acordo com a tua filha a chorar durante a noite e tu pagas a internet que eu utilizo, estamos entendidos?!!
Tenho facebook já há algum tempo, afinal, nos dias de hoje... quem não tem?
De início e porque gostava de ter muitos amigos, aceitava todos os pedidos de amizade que me iam fazendo chegar...
Com o passar do tempo passei a privatizar algumas pastas com fotos... 1º umas, mais pessoais, depois outras e, por fim, todas.Com o passar do tempo passei a ser selctiva com os pedidos de amizade que aceitava...
Com o passar do tempo passei a eliminar quem não conhecia e que nada justificava ser meu "amigo"...
Começou-me a incomodar as mesnsagens sem sentido "olá amiga virtual", começou a incomodar-me os "gosto" de pessoas que nunca tinha visto na vida...
Privatizei e prefiro assim... Conheço, de uma forma ou de outra, que lá está. Não somo amigos, nem conhecidos. Não pretendo ter mais do que ninguém.
Os que lá estão, no lugar de amigos, que não o são, de todo, todos os que lá estão, chegam-me bem.
Porque... de que nos serve ter o máximo de amigos no facebook e não ter ninguém para ir beber café?!!
27.9.11
Há dias assim...
Em que a escrita flui normalmente, qual raio de sol a transpor a mais fina das nuvens....
Em outros simplesmente não consigo... Os dedos estão "perros"... As palavras não saiem... E a imaginação não abunda...
Há dias assim... em que o que mais me apetece é começar e nunca mais terminar. Uma livro, quiçá um romance....
Há dias assim... em que as letras substituem as palavras...
Há dias assim... em que ficamos mudos para o mundo e analfabetos para o computador....
Há dias assim... simples, frios, cinzentos....
E depois há os outros - cheios de sol e com uma luz que não termina nunca mais!!!!
O início... porque tudo começa sempre de alguma forma...
Gosto de escrever... sempre gostei mas tenho deixado este meu lado artístico meio adormecido... Ora porque não sei o que escrever, ora porque não me apetece, ora porque acho que deixei de ter o dom de transcrever para o papel tudo o que me vai na alma...
De há um tempo para cá voltou esta vontade. Tive vontade de voltar a escrever no blog há muito esquecido. Achei que não. Que era melhor deixá-lo no ponto em que ficou...
Assim, deixei de ser Simplesmente porque Sim e decidi criar um novo... porque o que é hoje...é substancialmente diferente do que já foi um dia...
E cá estou eu... com muito mais vontade do que algum dia tive... Até quando? Até ver!!!
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