Ás vezes, meia dúzia de palavras trocadas sem qualquer sentido e sem qualquer intenção, numa vulgo conversa de café, saí o mote para outra meia dúzias de palavras escritas. Acontece quase sempre assim. Sem pensar muito sobre, apenas abrir a página e começar a teclar, deixar os dedos fazerem o que bem lhes apetecer. Por vezes numa desconcertada e desconcentrada fluidez de pensamentos!
Aconteceu agora, como já aconteceu em tantas outras vezes...
Dizia-me ela que tinha feito algo de que se arrependera, de que "se o arrependimento mata-se..." e eu, quase que sem pensar muito respondo-lhe, em forma de questão, quiçá uma pergunta retórica, se a ela o arrependimento não lhe pesa mais na manhã seguinte...
Sempre disse, e aqui o volto a referir que, por norma, não me arrependo do que faço. Que na altura em que tive determinada atitude, era essa a atitude desejada, motivada pela força das circunstâncias do momento em que vivo na altura.
No entanto, não raras vezes já me aconteceu, depois de dormir sobre o assunto, pensar que eventualmente poderia ter agido de outra forma. (Será que o arrependimento se pauta pelo fazer de outra forma ou pelo não fazer?!!!).
Assim, para mim, o "arrependimento" chega sempre de manhã... E, é sempre na manhã seguinte em que penso seriamente nas ações que tive e pondero todas as outras formas que poderia ter tido de agir. É nestas alturas em que ele chega. Bate de mansinho e entra sem pedir licença. Por norma torna-se bem educado e percebe que não é bem vindo, sendo que logo depois volta a sair sem deixar rasto.
Na verdade, quanto mais me afasto das manhãs, mais o "arrependimento" me abandona. E, ao final do dia, se tivesse que ter determinada acção, te-la-ia exa-ta-men-te da mesma forma que a tive anteriormente... até que a manhã seguinte me mostrasse novamente que existe algo que se chama OPÇÃO, e que, muitas das vezes, apenas depende de nós!!!
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