7.5.12

Dos limites...

Ninguém no mundo me conhece de verdade. Da forma como só eu me conheço. Uns, os que está mais próximo (ainda que não fisicamente) conseguem decifrar facilmente o tom de voz, a nostalgia que por vezes transmito, o amargo e seco com que falo, ou o silêncio pelo qual opto. Mas, ainda assim, há coisas em mim que só eu compreendo.

Estar a chegar ao meu limite, mesmo que a palavra limite se possa adequar ás mais diversas situações, é algo que depreendo em pequenos gestos, em algumas palavras, na pouca paciência,  nas lágrimas que teimam em cair, na necessidade emergente e de forma galopante com que necessito de silêncio. Do meu silêncio.

Sinto-me a descompensar a cada dia que passa. Necessito de parar. No espaço e no tempo. Voltar aos meus lugares, ás minhas pessoas, aos meus espaços. Os que o são porque têm que ser, e os outros que "roubei" e fiz meus. 

Preciso de voltar a ler os meus livros, de dias de sol para me animarem, de fins de tarde na conversa. Preciso de tempo. E de umas boas férias, onde possa ver outros lugares e outras gentes!



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