Nunca, na minha vida, tinha sentido tanto medo de conduzir, como senti ontem...
Um nevoeiro cerrado. Do mais denso que já vi. Que me impossibilitava de ver um palmo à frente dos olhos.
Medo... Muito medo...
Apenas eu e a escuridão. Uma escuridão negra.... tão negra que só parecia o abismo...
Contráriamente ao que por norma acontece, não me cruzo com quase ninguém...
Sinistro... Muito sinistro...
E o medo a aumentar...
Sozinha... Completamente sozinha...
Páro o carro e o medo aumenta. Nem sei muito bem onde parei... Posso estar na berma da estrada, como posso estar no meio da mesma...
Tirei a capa, abri a torneira e chorei como se não houvesse amanhã. Ali, sozinha, em que ninguém me podia ouvir. Chorei de medo. De raiva. Do rebentar da bolha, que por vezes se segura sem saber muito bem como. Choro sem saber o motivo, que de imediato associo ao medo que sinto.
Passado algum tempo, nem sei muito bem quanto, limpo as lágrimas. Respiro fundo. Fumo um cigarro e faço-me à estrada.
Afinal, ainda estou longe do meu destino!
1 comentário:
Por vezes, estes momentos que achamos menos bons, são aqueles que nos lavam a alma e nos preparam para um novo ciclo. LU*
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