Esta coisa de trabalhar não-sei-quantas-horas-por-dia (porque são sempre mais do que as devidas) num espaço que não é grande, nem pequeno, tem exactamente o tamanho que alguem considerou ideal é uma coisa que tem muito que se lhe diga...
Passa-se muito mais tempo, não necessáriamente de qualidade, ou de falta dela, com os colegas do que com a família.
Criam-se relações, que poderia dizer de amizade, ou mesmo de inimizade, mas opto apenas por dizer criam-se relações. Estreitam-se contactos. Fazem-se amigos para a vida. E inimigos também...
Habituamo-nos, porque a isso somos obrigados, a reconhecer as boas e as más noites dos outros, traduzidos nos sorrisos mais, ou menos, disfarçado com que chegam no outro dia de manhã. (aqui tenho que confessar que as minhas noites são sempre muito más).
Acostumamo-nos a compreender, ou não, só pelo olhar. Por vezes sem necessidade de palavras.
Sabemos quando devemos falar, ou quando o melhor mesmo é estar calados. Ainda assim, por vezes ainda atiramos ao lado e falamos quando o que mais era necessário era ficarmos em silêncio.
Familiarizamo-nos com as piadas, com maior ou menor graça que cada um vai mandando para amenizar o ambiente que por vezes está demasiado hóstil...
E vamos passando, hora a hora, dia a dia, semana a semana, com aqueles que não escolhemos mas que também são parte de nós. Não porque assim o queiramos. Simplesmente porque a vida a isso nos obriga. E, contra isso, dificilmente conseguimos lutar...
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