De há uns tempos para cá, ou há umas noites, para ser mais concreta, que me recordo de todos os sonhos que tenho. E dos pesadelos também. Melhor seria se assim não fosse. Acordo olho para o relógio. Volto a acordar e ainda não passou quase tempo nenhum. Dou a volta. Viro para um lado. Viro para outro. Tudo na mesma. E quando o maldito despertador toca lá pela 3ª vez é que me apercebo que ainda não descansei nada. E lá vem uma vez mais a velha história do feitiço que se vira contra o feiticeiro.... Porque, se tanto maldisse o tempo, por o mesmo não passar, a verdade é que de manhã lhe juro pela pele, mas pelo motivo oposto...
Esta coisa da idade não perdoa mesmo. E é nisso que sou obrigada a tenho que me mentalizar. Porque, se antes, me poderia passar um comboio ao lado que eu não dava por nada, agora qualquer mijadela do vizinho funciona melhor do que qualquer um dos 2 despertadores que, diáriamente, e de forma ritmada fazem questão de me obrigar a levantar da cama.
Assim vou passando as minhas noites... entre o chove não molha da porcaria do sono que se tornou mais leve do que uma pena, e a tortura do despertador compassado que me interrompe abruptamente todas as manhãs. Exactamente na altura em que o sono vai profundo...
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