ºººIbizaººº
Corria o ano de 1998 e o meu, na altura, bilhete de identidade marcava 17 anos. A idade da loucura, da descoberta por natureza, do querer experimentar, testar limites, ir mais além. A idade pautada por uma responsabilidade irresponsável.
Era a viagem de finalistas, o corolário de qualquer estudante do secundário. Para muitos,
como era o meu caso, era sinonimo de uma primeira semana inteira fora de casa, sem regras, sem horários, sem preocupações.
De Ibiza recordo as noites loucas onde tudo era possível, onde tudo acontecia à vista de todos. Recordo a Pachá, a maior discoteca a que tinha ido até então, com salas distintas para "serviços" distintos.
Recordo as noites que se transformavam em dias, a lua que se transformava em sol, a vontade de comer que se transformava em vontade de beber e a vontade de dançar que nunca findava.
Em Ibiza todos nos aproximamos num sentimento de protecção com os que são nossos, todos nos conhecemos e todos partilhamos os mesmos apartamentos. Ninguém terminou o final da semana no mesmo quarto em que a tinha começado.
O sentimento de liberdade que era denominador comum a todos, o querer que a viagem se tornasse inesquecível, a aventura que todos queríamos viver, fizeram com que essa semana se tornasse única.
De Ibiza propriamente dita pouco retive. A noite não nos permitia ver muito. Lembro-me da praia, da vila e de pouco mais.
Não provei as comidas típicas não fui aos locais turísticos não me entranhei na sua cultura. Ibiza foi bom mas soube-me a pouco.
Ibiza foi a minha 1ª grande viagem e tornou-se num grito de liberdade.
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