5.12.11

Optimização de recursos vs Falta de respeito

Quando, depois de quase 2 meses a deseperar à espera da marcação de um exame a Srª me telefonou a confirmar a data e hora, eu quase que não queria acreditar que era já para "depois de amanhã".

Chegou ao dia e cumpri religiosamente o que me foi indicado "vá um pouco antes das 8h para se despachar rápido". Assim fiz. Por descarrego de consciência avisei no trabalho de que poderia chegar um pouco mais tarde, não fosse o diabo tecê-las. Na verdade eu acho mesmo que o 6º sentido das mulheres nunca falha. Esta foi apenas mais uma prova...

Depois de fazer a respectiva inscrição, em 1º lugar, há que frisar, sentei-me e esperei, exactamente como me foi dito. Passaram 30 minutos, 45, 1 hora, 1hora e 30,... Eu olhava para o relógio e só via o tempo a passar. Tudo na mesma. Excepto o número de pessoas que tinha aumentado. Eu, sentada numa cadeira já sem posição. Outros, com idade bem mais avançada que a minha, deitados numa maca, já a chorar. Porque as maleitas da doença não lhes permitem tanto tempo numa mesma posição. E os restantes, os técnicos, os enfermeiros, os auxiliares, completamente alheados do que ali se estava a passar. Mais do mesmo. Todos os dias.

Depois de me torcer e contorcer mais de uma centena de vezes resolvi ir perguntar. "Está mesmo quase", foi a resposta que obtive.

Depois de meia hora, de mais meia hora, eis que aparece o "senhor da bata azul". Arrogante que só ele. Chama o meu nome e dá-me um copo para beber. Na esperança de me despachar bebo rápido. Tão rápido que de imediata sou alertada "beba com calma porque ainda tem mais 5 iguais a este para beber". Desculpe? Como assim?! Sabe que tinha um exame marcado para as 8h e já são quase 11h???. Perante a minha admiração o "Sr da bata azul" responde, de forma bastante deselegante "Eu não tenho culpa se eu sou daqui e me mandam fazer outras coisas. Contenção de custos e optimização de pessoas, sabe como é".

Eles chamam-lhe optimização de recursos, eu chamo-lhe uma falta de respeito enorme por aqueles que precisam deles. Daquilos que eles são pagos para fazer.

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