6.12.11

A idade dos porquês!

Quando somos criança e estamos na idade da inocência, questionamos situações e acontecimentos que não lembram a ninguém... Deixamos qualquer adulto de boca aberta e sem resposta possível... Preocupamo-nos em saber porque a terra é redonda, porque voa o papagaio de papel, porque a água é azul e não de qualquer outra cor... As respostas, essas nem sempre correpondem ás nossas expectativas e tantas vezes servem apenas para nos calar.

O tempo passa e deixamos de nos importar com coisas que se tornam "normais". Acomodamo-nos ao que desde sempre fez parte do nosso dia a dia, do nosso quotidiano. Sem mais porquês, porque afinal, a quem é que com mais de duas décadas de conhecimento interessa saber porque raio o sol brilha?!!!

Depois chega aquele maldito dia em que percebemos que afinal os porquês não ficaram arrumados na gaveta da infância e, como consequência disso, passamos a questionar o que para nós eram certezas indubitáveis.

Passamos a desconfiar de tudo o que se afasta da normalidade. Passamos a querer saber, sempre, os motivos, mesmo quando eles não existem. Porque nem sempre tem que existir um motivo!!!

Apesar de ser mais fácil pensar "é assim ou foi assim porque assim tinha que ser", não nos limitamos a isto.

E, por vezes, perdemo-nos numa busca incessante, completamente insatisfeitos com as respostas, quando poderiamos estar a aproveitar mais. A verdade é que nem sempre temos que compreender tudo. E que por vezes perdemos tempo desnecessário. 

Porque, sempre ouvi dizer que a vida são apenas 2 dias... E que só se vive uma vez!

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