Quando há oito meses atrás me colocaram uma proposta profissional em cima da mesa fiquei apreensiva. Se por um lado o aceitar dessa proposta iria dar uma volta à minha vida, por outro era o reconhecimento do meu trabalho.
Depois de muito pensar, de tentar obter a opinião das pessoas que me são chegadas, de verificar as vantagens e desvantagens, decidi aceitar. A verdade é que, ainda que inconscientemente, aceitei logo desde o início. Desde o 1º minuto.
Desde então passei a sair uma hora mais cedo de casa e a chegar uma hora mais tarde. E só eu e deus sabemos o que no início me custou esta hora a menos de manhã....Porque, tendo eu uma paixão confessa por dormir, uma das coisas que me custou mais foi o facto de passar a fazê-lo menos. E assim foi. E assim continua a ser.
Sair de casa, passar pelo café e 10 minutos depois estar no trabalho era efectivamente um previlégio que tinha e do qual tenho imensas saudades.
Sair de casa e fazer 80 Kms para chegar ao trabalho é, efectivamente, uma consequência da escolha que fiz. Na verdade, eu que até nem era muito instrospectiva passei a fazê-lo com uma frequência enorme. 160 Kms por dia, que se traduzem em duas horas, que eu tenho só para mim. Sozinha. Para pensar sobre as coisas. Para pensar nas coisas. E ás vezes sabe-me bem. Em outras nem por isso...
Depois, o facto de em tantos dias ter a possibilidade de assistir ao nascer e ao por do sol é outra coisa que me deixa com muito mais ânimo. Ainda que os mesmos me dificultem em muito a condução, é um facto é que se tivesse continuado onde estava não tinha a possibilidade de observar estes fenómenos com tanta frequência.
Como em tudo na vida esta opção fez com que algumas pessoas ficassem pelo caminho. Umas, as que são realmente importante continuam a estar lá sempre. Ás sextas, que continuam a ser as nossas noites. As noites em que nos revemos, em que contamos a semana que acabou de passar, em que reavivamos memórias, combinamos jantares, bebemos minis, conversamos. Ás vezes simplesmente conversamos...
Por outro lado esta opção também trouxe novas pessoas para a minha vida. Umas que permitiram que a minha integração fosse feita de forma saudável. Outras, que volvidos 8 meses desde a minha chegada ainda continuam a ser um entrave, continuam a agir qual velho do Restelo. Também aqui, como em todos os locais por onde passei conheci pessoas que passaram a fazer parte da minha vida e que um dia quando eu for, porque um dia hei-de ir, irão continuar a acompanhar-me exactamente como as outras, como as de 6ª feira. Ainda que muitas só na memória, naquela que teimo em não apagar.
O facto de ter arriscado, de ter saído do meu ninho, da minha zona de conforto, de ter em cada dia um desafio diferente (e há dias mesmo muito maus) não fez de mim melhor pessoa, mas permitiu-me lidar com adversidades até então desconhecidas. E por isso, só por isso, já valeu a pena!!!
Depois de muito pensar, de tentar obter a opinião das pessoas que me são chegadas, de verificar as vantagens e desvantagens, decidi aceitar. A verdade é que, ainda que inconscientemente, aceitei logo desde o início. Desde o 1º minuto.
Desde então passei a sair uma hora mais cedo de casa e a chegar uma hora mais tarde. E só eu e deus sabemos o que no início me custou esta hora a menos de manhã....Porque, tendo eu uma paixão confessa por dormir, uma das coisas que me custou mais foi o facto de passar a fazê-lo menos. E assim foi. E assim continua a ser.
Sair de casa, passar pelo café e 10 minutos depois estar no trabalho era efectivamente um previlégio que tinha e do qual tenho imensas saudades.
Sair de casa e fazer 80 Kms para chegar ao trabalho é, efectivamente, uma consequência da escolha que fiz. Na verdade, eu que até nem era muito instrospectiva passei a fazê-lo com uma frequência enorme. 160 Kms por dia, que se traduzem em duas horas, que eu tenho só para mim. Sozinha. Para pensar sobre as coisas. Para pensar nas coisas. E ás vezes sabe-me bem. Em outras nem por isso...
Depois, o facto de em tantos dias ter a possibilidade de assistir ao nascer e ao por do sol é outra coisa que me deixa com muito mais ânimo. Ainda que os mesmos me dificultem em muito a condução, é um facto é que se tivesse continuado onde estava não tinha a possibilidade de observar estes fenómenos com tanta frequência.
Como em tudo na vida esta opção fez com que algumas pessoas ficassem pelo caminho. Umas, as que são realmente importante continuam a estar lá sempre. Ás sextas, que continuam a ser as nossas noites. As noites em que nos revemos, em que contamos a semana que acabou de passar, em que reavivamos memórias, combinamos jantares, bebemos minis, conversamos. Ás vezes simplesmente conversamos...
Por outro lado esta opção também trouxe novas pessoas para a minha vida. Umas que permitiram que a minha integração fosse feita de forma saudável. Outras, que volvidos 8 meses desde a minha chegada ainda continuam a ser um entrave, continuam a agir qual velho do Restelo. Também aqui, como em todos os locais por onde passei conheci pessoas que passaram a fazer parte da minha vida e que um dia quando eu for, porque um dia hei-de ir, irão continuar a acompanhar-me exactamente como as outras, como as de 6ª feira. Ainda que muitas só na memória, naquela que teimo em não apagar.
O facto de ter arriscado, de ter saído do meu ninho, da minha zona de conforto, de ter em cada dia um desafio diferente (e há dias mesmo muito maus) não fez de mim melhor pessoa, mas permitiu-me lidar com adversidades até então desconhecidas. E por isso, só por isso, já valeu a pena!!!
3 comentários:
A distância pode causar saudades... mas nunca o esquecimento !!!!!!!!
E se a ti te custou ao inicio acordar uma hora mais cedo a nós nos custou chegar lá e não ter vermos ou não termos a caixa de email cheia, sim porque até ai sentimos a tua falta... Mas as nossas vidas são feitas de opções, e eu tambem acabei por fazer a minha... e porque um dia tambem eu fiz parte das 6f, e agora não tenho essa oportunidade, porque lá se está, são feitas opções, não significa que não vos adore com a mesma intensidade! mtos beijinhos
Tenho inveja dos que podem estar contigo todos os dias... E eu só te posso ter às sextas :( to triste por nas ultimas sextas que estive presente não termos tido a oportunidade de falar da nossa semana. E isso faz-me tanta falta...
Enviar um comentário