Dizem por aí que o amor é a linguagem universal. Brancos, Pretos, Asiáticos, Chinêses, Neozelandeses,..., todos se entendem quando o assunto é o Amor! E, na hora deste se manifestar não existem barreiras linguísticas nem físicas que se sobreponham. Não concordo. Aliás, não concordo parcialmente. Para mim a única linguagem efectivamente universal é a música.
A música tem sido, efectivamente, a minha grande companheira nestes últimos 6 meses. Por vezes a única. Ainda hoje passou na rádio uma música, cantada por um cantor popular, desses que enchem os arraiais de verão, e lembrei-me imediatamente da minha mãe. Ou melhor, de um determinado período com a minha mãe.
Acontece-me com alguma frequência. Ouvir uma música e relacioná-la com alguém que fez (ou faz) parte da minha vida ou com algum período em concreto.
Assim, sem pensar muito, sou capaz de afirmar que cada período da minha vida pode ser definido numa música, que o marcou. Da mesma forma que para qualquer relacionamente que tive (independentemente do tipo do mesmo) também existe uma música.
Por vezes quando ouço uma música o primeiro pensamento que tenho é "poderia ter sido escrita por mim ou para mim". É que tudo se encaixa na perfeição. Cada verso. Cada letra. Cada palavra.
Depois existem as outras músicas. Aquelas que relacionamos sempre com alguém que não connosco. Que nos fazem lembrar uma determinada pessoa. Um determinado momento. Um determinado acontecimento.
Nos meus phones as que lá andam são quase sempre as mesmas, que costumo ouvir em modo repeat. De tempos a tempos mudo-as. Porque "encontro" outras que mais se adequam. E continuo a ouvi-las até que sejam substituídas por outras. Sempre em modo repeat. Chegar ao fim e recomeçar. Mesmo quando já se tem a mesma na ponta da lígua. Porque a vida é mesmo assim- um ciclo. E, no ciclo da minha vida, existem muitas músicas que lhe quebram o silêncio!

1 comentário:
gosto da parte que diz.... "de tempos a tempos mudo-as"...
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